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Executiva da BYD aponta geopolítica como maior barreira à expansão global da empresa

Stella Li, vice-presidente executiva da montadora chinesa, explicou por que a BYD decidiu ficar fora do mercado americano de carros de passeio por ora e revelou detalhes sobre parcerias e estratégia global

Atualizada em 8 de outubro de 2026 às 13:05· 2 fontes· 30 leituras

A geopolítica é o maior entrave para a expansão da BYD no mundo. A avaliação é de Stella Li, vice-presidente executiva da montadora chinesa, feita nesta quinta-feira (8) durante a Cúpula da Ásia do Milken Institute, em Cingapura, segundo o UOL Carros e a Autoesporte.

"Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos controlar a situação e, assim, investir. Mas, com a geopolítica, nunca se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo", declarou Li, conforme reproduz a Autoesporte.

O comentário ganha peso considerável diante do cenário atual de tarifas, restrições comerciais e disputas diplomáticas que envolvem a China e grandes mercados consumidores. A afirmação de Li vem poucos meses após o presidente da BYD anunciar publicamente a meta de tornar a empresa a maior montadora do planeta em até cinco anos, conforme aponta o UOL Carros. O contraste entre a ambição declarada e o reconhecimento aberto de um obstáculo estrutural revela a complexidade do momento vivido pela companhia, que já lidera as vendas de elétricos globalmente, mas enfrenta resistência crescente em mercados como Europa e América do Norte.

Um exemplo concreto dessa resistência está nos Estados Unidos. Segundo a Autoesporte, Li confirmou que a BYD decidiu não comercializar carros de passeio no país por enquanto, apesar de já ter presença americana há "muito tempo". "Não temos clareza, visibilidade e estabilidade lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de passeio neste momento", afirmou a executiva, de acordo com a publicação.

A Autoesporte também destaca que Li descartou parcerias com outras empresas chinesas, argumentando que a BYD já ocupa posição de liderança em diversas frentes — de armazenamento de energia a painéis solares. "Somos líderes em vários setores, não apenas em automóveis", disse ela. A executiva ainda mencionou que a Nvidia segue como parceira "muito forte" no fornecimento de chips para a companhia, e que a BYD pretende recorrer a robôs industriais diante da dificuldade de contratar mão de obra suficiente na China.

Para o Brasil, o cenário também é relevante: a BYD investe na construção de uma fábrica em Camaçari, na Bahia, e aposta no país como plataforma de expansão regional. Qualquer turbulência geopolítica que afete as cadeias de fornecimento ou as relações comerciais entre Brasil e China pode impactar diretamente esse projeto.

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