Toyota reconstrói fábrica de motores em Porto Feliz um ano após vendaval destruir o telhado
Microexplosão atmosférica em setembro de 2025 derrubou a cobertura da planta e forçou a montadora a operar em galpão provisório para não atrasar o Yaris Cross.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Um ano depois de uma microexplosão atmosférica derrubar o telhado da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), a montadora marca o retorno parcial às instalações originais com a inauguração de uma nova fundição no complexo, segundo a Quatro Rodas. O episódio ocorreu em 22 de setembro de 2025: pouco antes da tempestade, uma queda de energia acionou o protocolo de evacuação dos funcionários — três minutos depois, a cobertura cedeu. "Quando consegui falar com alguém, a pessoa estava apavorada e eu escutava gritos no fundo", relembra Gilberto Paulino, diretor industrial da Toyota, em declaração reproduzida pela Quatro Rodas.
Com máquinas de alta precisão expostas à chuva e ao sol, a Toyota montou uma sala de crise nos moldes da filosofia corporativa japonesa — a chamada "Obeya" — para tomar decisões em ritmo acelerado, conforme aponta a Quatro Rodas. A prioridade era realocar mais de 800 equipamentos e retomar a produção antes que os atrasos comprometessem o lançamento do Yaris Cross. A solução foi um condomínio empresarial a 11 quilômetros da fábrica de Sorocaba (SP), onde a capacidade elétrica precisou ser ampliada: uma subestação que levaria dez meses foi erguida em três, com apoio da concessionária local. As 622 máquinas transferidas chegavam ao novo endereço a uma taxa de dez por dia.
A Quatro Rodas detalha que a fundição foi o setor mais afetado: o alumínio da linha de alta pressão solidificou durante o apagão, mas foi recuperado; já o equipamento de baixa pressão, responsável pelo cabeçote, foi perdido. Para não interromper o fornecimento, a Toyota enviou moldes exclusivos ao Japão e à Indonésia enquanto a reconstrução avançava no Brasil. No galpão provisório, a operação priorizou a usinagem e a montagem do motor 1.5 híbrido flex com injeção direta — propulsor exclusivo do Yaris Cross para o mercado nacional —, chegando a 400 unidades produzidas por dia. A produção foi retomada no espaço temporário em 26 de janeiro de 2026, quatro meses após o desastre.
Fontes
Notícias relacionadas
OutrosRanger encosta na Hilux em setembro, mas S10 ainda bloqueia a Ford no mercado de usados
Toyota recuou mais que a Ford no mês, reduzindo a diferença entre as duas, mas a Chevrolet segura a segunda posição com folga.
IndústriaBYD King lidera sedãs médios pelo 2º mês seguido e Corolla registra pior resultado desde 2002
Sedã chinês encerrou setembro de 2026 com 1.666 emplacamentos e mais de 52% do segmento, enquanto Toyota amarga queda histórica de vendas, segundo Garagem360 e Motor1 Brasil.
Preços & FIPEToyota Yaris Cross XR chega a R$ 127.490 para empresas com desconto de R$ 22.410
Campanha nacional de venda direta vale para pessoas jurídicas que comprarem à vista até 12 de outubro de 2026.
IndústriaYaris Cross bate recorde histórico e ultrapassa Creta em setembro
Toyota registra 5.288 emplacamentos no mês, seu melhor resultado de sempre, e vira a mesa sobre o rival coreano por margem de 196 unidades.
IndústriaTiggo 7 triplica vendas e supera Jeep Compass e Corolla Cross em setembro de 2026
SUV da Caoa Chery bate rivais históricos pela primeira vez, enquanto o Motor1 Brasil aponta que sete marcas chinesas já figuram no top 10 do segmento
Ioniq híbrido 2022 cai mais que Prius 2020 na Fipe e amplia diferença para R$ 16.277
Hyundai recuou R$ 2.713 em outubro, queda proporcionalmente maior que a do Toyota, apesar de ser dois anos mais novo.


