Toyota investe US$ 3,6 bilhões no Texas e transfere parte da produção da Tacoma do México para os EUA
Montadora japonesa anuncia nova fábrica em San Antonio com capacidade para gerar 2 mil empregos até 2030.
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A Toyota anunciou na segunda-feira (6) um aporte de US$ 3,6 bilhões para erguer uma nova unidade industrial em San Antonio, no Texas, segundo a Autoesporte. A fábrica, com cerca de 232 mil metros quadrados, será construída dentro do campus que a montadora já opera no estado e deve começar a funcionar até 2030, gerando aproximadamente 2 mil postos de trabalho diretos.
O projeto prevê a transferência de parte da linha de produção da picape média Tacoma, hoje fabricada em Baja California, no México, para o novo complexo texano, conforme aponta a Autoesporte. A unidade de Guanajuato, também no México, continuará produzindo o modelo. Em San Antonio, a Toyota já monta as picapes Tundra e os SUVs Sequoia — e uma nova fábrica de eixos traseiros, de cerca de 46,5 mil metros quadrados, deve ser inaugurada no mesmo local ainda neste ano.
O presidente Donald Trump não perdeu tempo e celebrou o anúncio em sua rede social Truth Social, escrevendo que a Toyota estava "se mudando do México para os Estados Unidos" e atribuindo o movimento às tarifas de seu governo — segundo a Autoesporte, a Casa Branca classificou o investimento como "um entre muitos" resultados de sua política comercial baseada em tarifas, desregulamentação e cortes de impostos. O governador do Texas, Greg Abbott, informou que o projeto poderá receber uma subvenção estadual de US$ 20 milhões, além de outros incentivos locais.
A Toyota, por sua vez, fez questão de reafirmar o compromisso com suas operações no México e no Canadá e defendeu a manutenção do acordo de livre comércio norte-americano, considerado vital para a integração da cadeia produtiva da região, de acordo com a Autoesporte. A montadora também reconheceu que as próprias tarifas impostas pelo governo Trump já lhe custaram bilhões de dólares em despesas adicionais — um paradoxo que evidencia a complexidade do momento para as fabricantes com produção distribuída pelo continente.
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