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SUVs elétricos e híbridos desvalorizam menos que os a combustão no mercado de usados, aponta pesquisa

Levantamento da Indicata Brasil mostra que eletrificados perdem em média 10,1% do valor de tabela, enquanto SUVs a combustão chegam a 20,8% de queda — e elétricos seminovos já lideram o valor de revenda em 2026

Atualizada em 11 de outubro de 2026 às 13:02· 2 fontes· 210 leituras
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SEMINOVOS & DESVALORIZAÇÃO

Elétricos e híbridos perdem menos da metade do valor que SUVs a combustão

Pesquisa da Indicata Brasil compara preços de tabela com anúncios de usados com até 15 mil km.

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SUVs elétricos e híbridos estão se saindo muito melhor do que os modelos movidos exclusivamente a combustão quando o assunto é retenção de valor no mercado de seminovos. É o que revela um levantamento da Indicata Brasil, plataforma que monitora cerca de 600 mil anúncios de veículos por dia no país a partir de mais de 70 fontes, conforme o Jornal do Carro. A pesquisa compara preços de tabela de modelos zero-quilômetro ano-modelo 2025 com os valores anunciados para unidades usadas com até 15 mil quilômetros rodados.

Eletrificados perdem menos

Entre os eletrificados analisados, segundo o Jornal do Carro, o BYD Dolphin Mini GS de cinco lugares registrou a menor perda: apenas 7,5% abaixo do preço de tabela de R$ 119.990, sendo anunciado como usado por R$ 111.049. O BYD Song Pro GL híbrido ficou com 8,5% de desvalorização, e o BYD Dolphin GS elétrico, com 14,2%. O GWM Haval H6 One híbrido foi o que mais perdeu entre os eletrificados, com 18,2% — seu preço de tabela de R$ 225 mil caiu para R$ 184.020 no mercado de usados. A média do grupo fica em cerca de 10,1%, de acordo com a Indicata Brasil.

Combustão sofre perdas bem mais expressivas

Do outro lado da balança, o Jornal do Carro aponta que os SUVs a combustão sofreram quedas bem mais acentuadas. O Volkswagen T-Cross Sense 1.0 TSI registrou 9,2% de desvalorização (de R$ 112.990 para R$ 102.612), mas o Hyundai Creta Limited 1.0 TGDI despencou 21,5% (de R$ 173.390 para R$ 136.181). O Jeep Compass Sport T270 perdeu 22,2% (de R$ 174.990 para R$ 136.100), o Jeep Renegade Altitude T270 caiu 22,4% (de R$ 147.990 para R$ 114.867) e o Chevrolet Tracker Premier 1.2 AT registrou a maior baixa do grupo, com 28,5% — seu preço recuou de R$ 180.740 para R$ 129.211. A média aritmética dos cinco modelos a combustão chega a aproximadamente 20,8%, mais que o dobro da média dos eletrificados, segundo a Indicata Brasil.

Por que isso acontece

A Indicata Brasil aponta, conforme o Jornal do Carro, dois fatores que explicam esse movimento. O primeiro é a concentração da concorrência chinesa justamente no segmento de SUVs, o que tornou esse nicho o de maior queda de preços anunciados nos quatro meses anteriores ao levantamento. O segundo é a chamada guerra de preços: montadoras tradicionais vêm respondendo à pressão com reduções de tabela ou descontos crescentes nas concessionárias, o que acaba puxando para baixo o valor de referência dos exemplares que já circulam nas ruas.

Reversão de tendência nos seminovos mais velhos

O estudo também identificou um movimento relevante no segmento de SUVs com três anos de uso e 60 mil quilômetros rodados: segundo o Jornal do Carro, os elétricos passaram a liderar o valor de revenda entre os diferentes tipos de propulsão em 2026, após anos de forte desvalorização — uma reversão de tendência que o mercado começa a notar. No sentido contrário, a Indicata Brasil aponta que os SUVs a diesel e híbridos leves (MHEV) apresentaram as maiores quedas de preços no período analisado, entre fevereiro e agosto de 2026.

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