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Stellantis admite risco de fechar fábricas na Argentina que produzem Peugeot 208 e Fiat Cronos

Presidente da montadora na América do Sul cita custo de mão de obra duas vezes maior que no Brasil e mercado aberto a importados como ameaças à produção local.

Atualizada em 15 de outubro de 2026 às 11:08· 3 leituras
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Stellantis admite risco de fechar fábricas na Argentina

Custo de mão de obra e abertura a importados ameaçam produção do Peugeot 208 e Fiat Cronos no país vizinho.

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A Stellantis colocou em xeque o futuro de suas duas unidades fabris na Argentina. Segundo a Auto+, que cita informações do site argentino Autoblog, Herlander Zola, presidente da montadora na América do Sul, admitiu publicamente que a empresa pode encerrar as atividades em uma ou nas duas plantas do país vizinho. O executivo apontou o custo de produção como o principal obstáculo: a mão de obra argentina custa o dobro da brasileira e a cadeia de fornecedores local é pequena, com a maior parte das peças vinda do Brasil.

As duas fábricas em questão têm relevância direta para o mercado brasileiro. A Auto+ explica que a unidade de El Palomar, na Grande Buenos Aires, é responsável pela produção do Peugeot 208 e do SUV 2008, enquanto a planta de Ferreyra, em Córdoba, fabrica o Fiat Cronos e as picapes Fiat Titano e Ram Dakota. Esta última já vinha dando sinais de pressão: conforme a Auto+ havia reportado em setembro, a Stellantis reduziu em 40% a meta de produção das picapes para 2026 — de 27 mil para cerca de 16,5 mil unidades — e passou a operar com apenas um turno na linha.

Apesar do alerta, a situação está longe de ser uma decisão tomada. A Auto+ destaca que, após a repercussão das declarações de Zola, a própria Stellantis esclareceu à Bloomberg Línea que não há planos concretos de fechamento, e que o executivo apenas elencou cenários possíveis, sem anunciar nenhuma medida industrial. Prova disso é que a empresa segue investindo na região: uma nova fábrica de motores em Córdoba, voltada para a produção do propulsor 2.2 turbodiesel Multijet, está prevista para ser inaugurada em 25 de novembro.

O contexto macroeconômico pesa na equação. A abertura do mercado argentino a veículos importados tornou a produção local menos competitiva, e a Auto+ lembra que o Brasil concentra cerca de 65% das operações da Stellantis na América do Sul — o que significa que o desempenho comercial dos modelos por aqui também vai influenciar qualquer decisão sobre o futuro das plantas argentinas.

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