Os dez fatos que definiram o setor automotivo brasileiro e global em 2025
De tarifas de Trump a SUVs na Stock Car, o ano deixou marcas profundas na indústria e no mercado de carros.
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O ano de 2025 foi movimentado para a indústria automotiva — e o Jornal do Carro (Estadão) reuniu os episódios que mais pesaram sobre montadoras, consumidores e competições. Três deles merecem destaque especial pelo alcance de seus efeitos.
No cenário geopolítico, o protecionismo tarifário imposto por Donald Trump foi o grande perturbador do equilíbrio comercial global. Segundo o Jornal do Carro, as tarifas elevadas sobre veículos elétricos, baterias e autopeças chinesas redesenharam rotas de exportação e inviabilizaram a competitividade de alguns modelos fora de seus mercados de origem. O Brasil sentiu o baque de forma indireta, mas concreta: o Jornal do Carro cita o consultor Milad Kalume Neto, da K-Lume, que aponta uma 'invasão de metais chineses no Brasil' como consequência do redirecionamento de fluxos provocado pelas medidas americanas, com impacto negativo sobre a indústria nacional de aço e alumínio.
No front industrial doméstico, o Jornal do Carro destaca a parceria entre Renault e Geely como um dos movimentos mais estratégicos do ano. Com 26,4% da operação brasileira nas mãos do grupo chinês, a aliança posicionou o País como plataforma regional para desenvolvimento de veículos eletrificados, aproveitando a capacidade instalada existente e as exigências crescentes de conteúdo local. Para a Renault, o acordo reforçou o peso da filial brasileira dentro do grupo; para a Geely, abriu um atalho institucional para a América do Sul.
Já no automobilismo, o Jornal do Carro aponta que a Stock Car viveu uma de suas reformulações mais polêmicas ao estrear carrocerias inspiradas em SUVs, chassi tubular mais leve e motores turbo de quatro cilindros — uma tentativa de espelhar o mix de vendas dominado por utilitários esportivos no mercado brasileiro. A experiência, porém, não foi bem recebida: a crítica aos novos motores foi tão intensa que a Vicar, controladora da categoria, já anunciou o retorno dos tradicionais V8 para a temporada de 2026.
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