O número 8 da Peugeot não é coincidência: entenda a lógica por trás dos nomes da marca
Da briga com a Porsche ao trauma com o 309, a história da nomenclatura da montadora francesa é mais rica do que parece.
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Quem acompanha o mercado automotivo já deve ter reparado que os carros da Peugeot sempre carregam um zero no meio do nome — 208, 308, 2008 — e que o último dígito nunca passa do 8. Segundo a Auto+, essa lógica não é acidente: desde o lançamento do 201, em 1929, a marca francesa adota um sistema em que o primeiro número indica o porte do veículo, o segundo é sempre zero e o terceiro marcava a geração. O problema é que esse sistema foi congelado de vez quando o 8 entrou em cena.
A Auto+ explica que a disputa pelo sistema de nomenclatura chegou a envolver outra gigante do automobilismo. Na década de 1960, a Porsche pretendia chamar seu esportivo mais famoso de 901, mas a Peugeot alegou exclusividade sobre nomes de três dígitos com zero ao centro — o que forçou os alemães a adotarem o consagrado 911. Já no lado francês, a sequência numérica seguia sua progressão natural até esbarrar em um episódio constrangedor: o 309, desenvolvido originalmente pela britânica Talbot antes de ser absorvida pelo grupo PSA. O modelo herdou portas do 205, apresentava acabamento questionável e nunca foi aceito pelo público como um Peugeot de verdade, segundo a publicação.
O trauma deixado pelo 309 foi determinante para o que viria depois. De acordo com a Auto+, quando a segunda geração do 308 chegou ao mercado em 2013, a diretoria da Peugeot descartou avançar para o número 9 e optou por manter o 8 fixo em toda a linha. Para justificar a decisão, a marca recorreu a uma explicação simbólica: deitado de lado, o 8 forma o símbolo do infinito. A partir daí, qualquer modelo de passeio da fabricante seguirá o padrão X08, enquanto os SUVs manterão a nomenclatura X008 — uma regra que, ao que tudo indica, veio para ficar.
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