CEO da BMW questiona preços de carros chineses: 'não faz sentido'
Executivo-chefe da montadora alemã critica a política de preços das fabricantes chinesas e se posiciona contra novas tarifas de importação.

O presidente-executivo da BMW levantou dúvidas públicas sobre a estratégia de precificação adotada pelas montadoras chinesas. Segundo o Motor1 Brasil, o executivo afirmou que os valores praticados pelas fabricantes da China simplesmente 'não fazem sentido', sem deixar claro como essas empresas conseguem sustentar margens tão apertadas — ou negativas — no mercado global.
A declaração ganha peso extra pelo momento em que foi feita. Conforme aponta o Motor1 Brasil, a fala ocorre poucas semanas depois de o grupo BMW anunciar um corte de 8 mil postos de trabalho, decisão que já havia acendido o alerta sobre a pressão competitiva que as montadoras europeias enfrentam diante da expansão chinesa.
Apesar do tom crítico em relação aos preços, o CEO não defende o endurecimento das regras comerciais. De acordo com o Motor1 Brasil, o executivo rejeitou a imposição de novas tarifas de importação sobre veículos chineses e preferiu defender a construção de um acordo negociado entre a Europa e a China — sinalizando que a saída, na visão da BMW, passa pela diplomacia comercial, não pelo protecionismo.
O posicionamento revela a contradição que grandes montadoras globais enfrentam: criticar a concorrência chinesa enquanto dependem do mercado da China para sustentar volumes de venda e rentabilidade. A BMW, como outras europeias, tem operações relevantes no país asiático, o que torna qualquer escalada tarifária uma faca de dois gumes para o próprio grupo.
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