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VW Tukan: o que mudou do conceito Tarok para a picape que chega em 2027

Menor, mais barata e agora com possibilidade de motor híbrido leve, a Tukan abandona as promessas sofisticadas da Tarok para disputar um mercado que a Saveiro já não consegue mais atender sozinha.

Atualizada em 10 de outubro de 2026 às 11:11· 2 fontes· 61 leituras
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LANÇAMENTO 2027

VW Tukan: a picape que encolheu para existir

Mais de dez anos de projeto e um recomeço completo para chegar às lojas em 2027.

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A Volkswagen finalmente tem uma picape intermediária pronta para produção, mas quem esperava a Tarok vai encontrar um produto bem diferente nas concessionárias. Segundo a Quatro Rodas, a Tukan — nome definitivo da picape — só chega às lojas no início de 2027 e é o resultado de mais de uma década de trabalho que precisou ser praticamente reiniciado para fazer sentido financeiro e industrial.

A Quatro Rodas aponta que o projeto original, apresentado como conceito no Salão do Automóvel de São Paulo em 2018, esbarrou em dificuldades financeiras, falta de espaço fabril na Argentina e no boom de demanda por picapes de trabalho provocado pela pandemia. A Tarok prometia tração integral 4Motion, motor 1.4 TSI, suspensão traseira multilink e uma divisória basculante que ampliava a caçamba ao recolher os bancos traseiros — soluções sofisticadas demais para o público que a VW precisava atingir. O projeto foi abandonado e recomeçou sob premissas muito mais pragmáticas.

O resultado, conforme antecipado pela Quatro Rodas, é uma picape sensivelmente menor: 4,64 m de comprimento, 1,80 m de largura e 2,79 m de entre-eixos, contra os 4,91 m e 2,99 m da Tarok conceitual. A plataforma também mudou — saiu a variação alongada do MQB do Taos e entrou a MQB-A0, base compartilhada com Polo, T-Cross, Nivus e o novo Tera. A produção, que era esperada na Argentina, foi transferida para a fábrica de São José dos Pinhais (PR), onde já saem T-Cross e Virtus.

A Quatro Rodas destaca que a Tukan nasce com uma gama ampla de versões para justificar o investimento: cabines simples voltadas ao trabalho pesado (Robust e Iron), espelhadas na Saveiro, e cabine dupla para o lazer (Extreme). A Saveiro segue em produção, mas a Tukan ocupa um espaço que a picape mais antiga, considerada defasada, não consegue mais preencher — e que a Tarok, pelo preço que teria, também não alcançaria.

Um detalhe relevante sobre o posicionamento da Tukan vem do Notícias Automotivas: as versões mais caras da picape devem chegar equipadas com motor híbrido leve, tecnologia que a rival Fiat Strada ainda não oferece em seu lineup. A informação reforça que, apesar do recuo em relação às ambições originais da Tarok, a VW não abre mão de algum diferencial tecnológico para justificar as versões de maior valor agregado da nova picape.

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