Volkswagen anuncia ID.Tiguan como substituto do ID.4 e ID.5 para 2027
SUV elétrico chega com até 600 km de autonomia, botões físicos de volta e nome que carrega o peso do modelo mais vendido do Grupo VW no mundo
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A Volkswagen tem um plano que pode surpreender quem acabou de se interessar pelo ID.4 no Brasil: o SUV elétrico, lançado por aqui a R$ 299.990, já tem data marcada para sair de cena. Segundo a Autoesporte, a marca alemã vai revelar o ID.Tiguan no início de outubro, com lançamento global previsto para o começo de 2027 — e o novo modelo assume o lugar tanto do ID.4 quanto do ID.5 dentro da linha elétrica da montadora. O Motor1 Brasil destaca a ironia do momento: a confirmação oficial chega justamente enquanto o ID.4 começa a chegar às lojas brasileiras.
A Quatro Rodas aponta que a decisão marca o abandono gradual das nomenclaturas numéricas em favor de nomes consagrados pelo público, seguindo a mesma rota adotada com o ID. Polo e o ID. Cross. A Auto+ reforça que a estratégia reflete uma mudança de posicionamento da marca: a Volkswagen percebeu que não precisa tratar sua linha elétrica como uma oferta isolada, apostando na familiaridade de nomes históricos para facilitar a migração dos clientes à eletrificação.
Visual que abandona o futurismo e abraça o utilitário convencional
No campo do design, a Autoesporte destaca que o ID.Tiguan chega com visual completamente renovado e, segundo a própria Volkswagen, com presença de um veículo de segmento superior. A Quatro Rodas acrescenta que a dianteira conta com faróis afilados interligados por faixas de LEDs, interrompidas pelo logo da VW — possivelmente iluminado —, enquanto a traseira traz lanternas retangulares com elementos quadrados e logotipo com iluminação vermelha.
A Auto+, com base em informações do Carscoops, aponta uma diferença relevante de abordagem estética: ao contrário do ID.4 e do ID.5, que apostavam em linguagem futurista e distinta, o ID.Tiguan se aproxima deliberadamente do estilo do Tiguan a combustão. A Quatro Rodas vai além e detalha que a carroceria perdeu as linhas arredondadas típicas da família ID para adotar um formato retilíneo e robusto, com vincos bem definidos que aproximam o SUV elétrico de modelos maiores da própria fabricante — capô elevado e linha de cintura plana reforçam a leitura de utilitário convencional. Até as maçanetas embutidas deram lugar a puxadores em arco convencionais, segundo a mesma publicação, transmitindo maior percepção de solidez.
A Auto+ observa ainda que duas configurações foram divulgadas: uma com entradas de ar menores e outra com faróis diurnos verticais e grade inferior exclusiva, de perfil mais esportivo — ainda que o protótipo fotografado use peças provisórias.
Cabine repensada: botões físicos voltam e ergonomia é prioridade
A principal mudança de rota do novo SUV está na cabine. A Quatro Rodas ressalta que a fabricante recuou na polêmica digitalização extrema e devolveu botões físicos a funções essenciais, assumindo publicamente os erros das gerações anteriores. O volante perde as imprecisas superfícies sensíveis ao toque para adotar teclas de pressão, o ar-condicionado volta a ser operado por uma barra no console e a expectativa, segundo a publicação, é de grandes telas combinadas com comandos físicos — em linha com declarações recentes da própria Volkswagen sobre ergonomia mais simples e intuitiva. O InsideEVs Brasil reforça que a volta dos botões físicos é tratada pela própria marca como uma das evoluções centrais do modelo em relação ao ID.4.
Três níveis de potência, até 600 km de autonomia e um frunk
No campo técnico, a Quatro Rodas detalha que a gama de motores será dividida em três configurações. As versões de entrada terão tração traseira, motor elétrico de 190 cv e bateria de 58 kWh. As opções intermediárias mantêm a tração no eixo posterior, mas entregam 286 cv com um pacote de baterias maior, de 77 kWh. No topo da linha, a variante com tração integral 4MOTION reúne dois motores e 299 cv, alimentados pela mesma bateria de 77 kWh.
A Auto+ traz que a expectativa é de que o ID.Tiguan utilize a plataforma modular MEB+, evolução da base atual, o que permitiria a adoção de baterias mais eficientes do que os pacotes oferecidos no ID.4, resultando em maior autonomia e tempos de recarga reduzidos. O Motor1 Brasil aponta que a autonomia pode chegar a 600 km — número confirmado pela Quatro Rodas como alcançável dependendo da combinação de motor e bateria, homologado no ciclo europeu WLTP. A publicação acrescenta ainda que a capacidade de reboque alcança 1.800 kg na versão com bateria menor e 2.000 kg nas configurações de 77 kWh.
Além da condução com um pedal (one-pedal driving), já mencionada pela Quatro Rodas, o InsideEVs Brasil chama atenção para outro recurso inédito na família: o ID.Tiguan contará com um frunk — porta-malas dianteiro —, compartimento ausente no ID.4 e que representa um ganho prático relevante para o dia a dia do proprietário.
O peso comercial do nome Tiguan
O nome carrega peso considerável: segundo a Autoesporte, o Tiguan é o modelo mais vendido da Volkswagen e de todo o Grupo VW no mundo, com mais de 8,3 milhões de unidades produzidas ao longo de sua história. A Quatro Rodas complementa que, apenas no último ano, as entregas das versões a combustão e híbridas do Tiguan — somadas ao irmão Tayron — superaram 1 milhão de exemplares globalmente. Na linha elétrica, ID.4 e ID.5 juntos já acumulam mais de 950 mil entregas desde 2021.
Para Thomas Schäfer, CEO da marca, citado tanto pela Autoesporte quanto pela Auto+, o ID.Tiguan leva para o mundo elétrico atributos que definem o Tiguan tradicional — espaço interno generoso, design premium e tecnologia embarcada —, criando uma oferta capaz de atender a diferentes perfis de consumidores.
Vale destacar que a chegada da versão elétrica não encerra o Tiguan de motor a combustão: a Autoesporte esclarece que versões com motores convencionais e híbridos seguirão no mercado em paralelo, estratégia confirmada também pela Quatro Rodas, que cita a convivência entre a variante elétrica e as opções a gasolina, diesel e híbridas plug-in. A Auto+ acrescenta que o modelo também desembarcará na América do Norte, embora o cronograma para a região seja mantido sob sigilo.
Fontes
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