Volvo confirma retorno de botões físicos e admite que exagero nas telas foi um erro
Montadora sueca reconhece que eliminar controles tradicionais gerou insatisfação e distração ao volante; novos modelos terão seletores rotativos inspirados em câmeras Leica e funções essenciais fora dos submenus
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A Volvo admitiu publicamente que errou ao transferir praticamente todos os comandos para telas sensíveis ao toque e confirmou que os próximos modelos da marca voltarão a ter botões físicos. Segundo a Auto+, o retorno de Thomas Ingenlath ao comando do design da montadora sueca foi o gatilho para essa virada: o executivo reconheceu abertamente que a eliminação quase total dos controles tradicionais gerou forte insatisfação entre os clientes, além de aumentar a distração ao volante — uma contradição difícil de engolir para uma marca que sempre colocou a segurança como pilar central de sua identidade.
O Notícias Automotivas reforça que essa mudança de postura da Volvo reflete um movimento mais amplo da indústria, que começa a questionar a aposta excessiva em grandes telas como solução universal de interface. A publicação destaca que a marca sueca é uma das primeiras a transformar essa autocrítica em compromisso formal com seus futuros produtos.
A Auto+ destaca, porém, que a proposta não é simplesmente ressuscitar painéis abarrotados de interruptores genéricos. Ingenlath usou as câmeras Leica como referência estética e sensorial: a ideia é desenvolver seletores rotativos integrados e interruptores com formatos assimétricos, projetados para oferecer feedback sonoro, diferenciação tátil e percepção de qualidade em cada toque. Funções de uso frequente, como o ajuste dos espelhos retrovisores, não poderão mais ficar escondidas em submenus do sistema multimídia.
Essa reformulação ergonômica faz parte de um ciclo mais amplo de renovação. Conforme a Auto+, a Volvo planeja lançar 13 novos carros globais até o final da década, diversificando tipos de carroceria e aplicando o novo conceito de interior em toda a linha. Informações publicadas pelo Motor1.com, citadas pela Auto+, indicam ainda que a dianteira dos futuros modelos passará por uma releitura visual, reinterpretando elementos históricos como a grade frontal e o emblema da marca sob a gestão do grupo Geely.
O marco definitivo dessa guinada está marcado para 2027, quando a Volvo celebra seu centenário. A Auto+ aponta que um carro-conceito será revelado naquele ano para apresentar as diretrizes formais e ergonômicas que guiarão a marca nas próximas décadas — sinalizando que, para a Volvo, inovação e usabilidade precisam, desta vez, andar juntas.
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