Toyota Hilux a hidrogênio terá produção em série a partir de 2028
Caminhonete com célula de combustível promete 400 km de autonomia e abastecimento em cinco minutos, superando a versão elétrica a bateria.
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A Toyota confirmou que a Hilux movida a célula de combustível de hidrogênio (FCEV) entrará em produção em série em 2028, segundo a Auto+. A caminhonete chegará ao mercado europeu convivendo com as variantes a diesel híbrido leve de 48V e com a versão 100% elétrica a bateria — uma demonstração clara da aposta da marca em múltiplas frentes de eletrificação ao mesmo tempo.
Os números preliminares já revelam vantagens concretas sobre a versão BEV, conforme aponta a Auto+. A Hilux FCEV projeta autonomia de 400 km no ciclo WLTP e capacidade de reboque de 2.500 kg, enquanto a elétrica a bateria entrega 257 km e puxa entre 1.600 kg e 2.000 kg. O abastecimento leva cerca de cinco minutos — tempo comparável ao de um veículo a combustão. O protótipo testado no Reino Unido, com dez unidades experimentais, já utilizava motor elétrico traseiro de 182 cv e 30,6 kgfm, herdado do sedan Mirai, com alcance declarado de 600 km.
A confirmação do modelo foi feita durante a apresentação da divisão de veículos comerciais leves da Toyota no Salão de Hannover, de acordo com a Auto+. A marca dobrou seu volume no segmento europeu em cinco anos e mira 200 mil vendas anuais até 2030. A aliança com a Stellantis, que fornece a linha de vans Proace, garante opções elétricas em toda a gama — hoje, 22% das vendas comerciais da Toyota na região já são de emissão zero.
O principal obstáculo, no entanto, é a infraestrutura. A Auto+ destaca que o Observatório Europeu do Hidrogênio registra apenas 179 postos operacionais na Europa e no Reino Unido, o que deve restringir as vendas iniciais a frotas corporativas com estrutura própria de abastecimento. O preço elevado da tecnologia FCEV também deve posicionar a caminhonete bem acima das concorrentes a combustão e elétricas convencionais.
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