Roubo de furgão com material radioativo expõe como identificar veículos com carga nuclear nas estradas
Após o sumiço de recipientes com Actínio-225 em Guarulhos, entenda a sinalização obrigatória que diferencia esses veículos no trânsito.
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O roubo de um furgão que transportava Actínio-225 — substância usada no tratamento do câncer de próstata — a caminho de um hospital em São Paulo colocou em evidência um tema pouco conhecido do público: como reconhecer, nas ruas e rodovias, um veículo carregando material radioativo? Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o utilitário, um Citroën Jumpy, foi interceptado em Guarulhos e encontrado posteriormente já desmanchado, sem os recipientes blindados que continham a carga.
Como aponta o Jornal do Carro (Estadão), a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) informou que o conteúdo não representa risco iminente enquanto mantido lacrado, mas recomenda isolamento preventivo da área próxima aos recipientes. O episódio mobilizou as forças de segurança e reacendeu o debate sobre as normas que regem esse tipo de transporte no país.
De acordo com o Jornal do Carro (Estadão), a ANTT e a ANSN impõem sinalização externa padronizada e obrigatória a qualquer veículo destinado ao transporte de radioativos. Os principais elementos visuais incluem o Símbolo Internacional de Radiação — o trifólio preto de três pás sobre fundo amarelo — afixado nas portas, laterais ou traseira; rótulos da Classe 7 de produtos perigosos, com a categoria da carga (I-Branca, II-Amarela ou III-Amarela) e o índice de transporte; e o painel laranja reflexivo com o número de identificação de perigo e o código ONU de quatro dígitos da substância. No compartimento de carga, os materiais viajam em recipientes de chumbo e aço inox, também marcados com o trifólio amarelo.
Além da identificação visual, o Jornal do Carro (Estadão) destaca que esses veículos operam com monitoramento via satélite em tempo real e só podem circular com guias de tráfego emitidas por transportadoras homologadas pelos órgãos competentes — protocolo que, no caso do Jumpy roubado em Guarulhos, não foi suficiente para evitar o incidente.
Fontes
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