Rodízio de SP completa 30 anos enfraquecido pela explosão de carros eletrificados
Política criada em 1996 para desafogar o trânsito paulistano perde eficácia à medida que cresce o número de veículos isentos da restrição.
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Agosto de 2026 marca três décadas desde que São Paulo implantou o rodízio obrigatório de veículos, em 1996. O que nasceu como solução para desafogar as vias da maior metrópole do país chega ao aniversário sob questionamento: segundo o UOL Carros, a medida mostra sinais claros de esgotamento diante de uma frota que não parou de crescer e de um número cada vez maior de automóveis que simplesmente não precisam respeitar a restrição.
O principal fator de pressão sobre o modelo, de acordo com o UOL Carros, é o avanço dos veículos eletrificados — elétricos puros e híbridos —, categoria que historicamente recebe isenção do rodízio. Com a eletrificação ganhando tração no mercado brasileiro, a fatia da frota circulante que ignora legalmente o esquema de restrição por placa tende a crescer de forma acelerada nos próximos anos, esvaziando ainda mais o impacto da política.
O UOL Carros aponta que o problema não é apenas o crescimento dos isentos: a frota total de São Paulo também expandiu de maneira expressiva desde 1996, o que significa que, mesmo entre os veículos sujeitos ao rodízio, o volume nas ruas continua alto. O resultado é uma medida que, na prática, já não consegue cumprir sua missão original de reduzir o congestionamento de forma significativa.
O aniversário de 30 anos, portanto, chega como um convite inevitável ao debate sobre o futuro do rodízio. Se a eletrificação continuar avançando no ritmo atual — e tudo indica que sim —, a cidade de São Paulo precisará encontrar novos instrumentos de gestão do tráfego, sob o risco de manter uma política simbólica que pouco interfere na realidade das ruas.
Fontes
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