Rival da Uber repassa 84% das corridas aos motoristas e já fatura R$ 5 milhões por mês
Fundada em 2021 por um ex-motorista de aplicativo que foi demitido após levar um tapa de passageira, a Te Levo Mobile cresce no interior do Brasil com modelo que prioriza quem está ao volante.
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Um nome que veio em sonho virou negócio de R$ 5 milhões mensais. Segundo o Jornal do Carro, a Te Levo Mobile — plataforma de transporte por aplicativo que concorre com Uber e 99 — foi fundada em 16 de agosto de 2021 pelo empresário Sérgio Brito e hoje distribui a maior parte do faturamento diretamente aos motoristas cadastrados, que ficam com 84% do valor de cada corrida.
A motivação para criar a empresa veio de uma experiência traumática, conforme relata o Jornal do Carro: trabalhando como motorista de aplicativo em Araxá (MG), Brito pediu a uma passageira que descesse do carro após ela insistir em abrir o vidro em um dia de chuva — o veículo era alugado e o banco molharia. A passageira lhe deu um tapa no rosto e, ao registrar a ocorrência na plataforma em que trabalhava, ele foi o responsabilizado e desligado do serviço. "O aplicativo considerou que eu estava errado. E me excluiu", disse Brito ao Jornal do Carro.
A trajetória do fundador é marcada por superação. O Jornal do Carro aponta que Brito chegou a viver em situação de rua por quase dois anos quando jovem, após tentar trabalho na colheita de café em Minas Gerais sem sucesso. Antes de empreender, passou por modelagem, gastronomia e hotelaria. A fase inicial da Te Levo Mobile foi construída de forma autodidata: após rodar como motorista das 8h à meia-noite, ele estudava marketing digital e design até as 4h da manhã assistindo vídeos no YouTube.
De acordo com o Jornal do Carro, o crescimento da plataforma foi impulsionado por divulgação boca a boca, anúncios pagos nas redes sociais e, posteriormente, pela terceirização do desenvolvimento tecnológico com uma empresa do Rio de Janeiro. O modelo de negócio, que deixa a maior fatia da receita com os motoristas, é apresentado por Brito como resposta direta à frustração que ele e outros profissionais do setor sentiam com as grandes plataformas.
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