Retrovisor digital, chave cartão e tela giratória: inovações que prometem mais do que entregam
A Quatro Rodas listou dez reinvenções tecnológicas do setor automotivo que, na prática, complicam o que antes era simples.

A tecnologia avança rápido dentro dos carros, mas nem toda novidade representa uma melhoria real para quem está ao volante. A Quatro Rodas reuniu dez reinvenções modernas que, apesar do apelo visual ou do discurso inovador, acabam frustrando na prática — seja por complicar tarefas simples, seja por custar caro demais para o benefício que oferecem.
Um dos casos mais emblemáticos, segundo a Quatro Rodas, é o retrovisor digital. O Audi e-tron foi o primeiro a trazer a tecnologia ao Brasil, como opcional avaliado em R$ 13.000 na época. A publicação aponta que a imagem captada pelas câmeras era menos natural que a de um espelho convencional, as telas ficavam posicionadas de forma incômoda nas portas e a única vantagem concreta era a aerodinâmica — ganho que não justificava o preço. Na mesma linha, a chave no formato de cartão NFC, adotada por algumas marcas, exige que o condutor a mantenha sempre acessível para aproximação em pontos específicos do veículo, o que elimina a praticidade que o formato sugere.
A Quatro Rodas também critica a tendência de migrar controles físicos para submenus em telas. O difusor de ar com ajuste eletrônico, presente em modelos como os da Tesla, obriga o motorista a navegar por várias telas para redirecionar o fluxo de ar — algo que um simples seletor manual resolve em segundos. O mesmo vale para o ajuste de direção e espelhos via central multimídia, que transforma uma operação banal em uma busca por menus nem sempre intuitivos. Já a tela giratória dos modelos BYD impressiona à primeira vista, mas a revista observa que o ideal é mantê-la sempre na posição horizontal, já que Apple CarPlay e Android Auto não funcionam no modo vertical.
Entre as tecnologias que mais prometeram e menos entregaram, a Quatro Rodas destaca o controle por gestos — inspirado em filmes de ficção científica, mas que exige tanta prática para funcionar que a maioria dos motoristas simplesmente abandona o recurso. O Park Assist, sistema de estacionamento autônomo, também entra na lista: falta de espaço para manobra, tempo de posicionamento e a impaciência do trânsito tornam o estacionamento manual mais rápido e seguro na maioria das situações reais.
Fontes
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