Quanto mais avançado o assistente de direção, maior o risco de acidente, aponta estudo
Fenômeno chamado de 'complacência com a automação' faz motoristas abandonarem a atenção ao volante mesmo em sistemas que ainda exigem supervisão humana.
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Parece contraditório, mas é o que a ciência mostra: quanto mais sofisticado o assistente de direção, maior o perigo nas ruas. Segundo informações publicadas pelo Carscoops.com e repercutidas pela Auto+, pesquisadores identificaram um comportamento chamado de complacência com a automação — situação em que o motorista passa a confiar cegamente no sistema e abandona a vigilância necessária para reagir a imprevistos.
O problema é que sistemas de Nível 2, como o FSD (Full Self-Driving) da Tesla, ainda exigem atenção constante do condutor. A Auto+ lembra que, em caso de acidente, a responsabilidade legal recai inteiramente sobre quem está ao volante, independentemente do grau de automação do veículo. Guy Mangiamele, diretor da AMCI Testing, disse à publicação que um carro pode rodar sem problemas por horas e falhar justamente no momento crítico — e, se o motorista não estiver 100% focado, vira uma ameaça para si e para os demais.
Nem todas as fabricantes adotam o mesmo tom. A Auto+ destaca que a Rivian, ao desenvolver seu sistema de Nível 2 — que permitirá retirar as mãos do volante em vias bem sinalizadas —, prefere um discurso mais cauteloso. James Philbin, vice-presidente de autonomia da marca, reforça que a tecnologia serve para reduzir a fadiga em viagens longas, não para substituir o julgamento humano. Já Ford e General Motors correm para lançar sistemas de Nível 3, com a Ford projetando o BlueCruise nessa categoria para 2028.
A corrida tecnológica esbarra na regulamentação. Conforme aponta a Auto+, executivos do setor projetam a liberação de veículos 100% autônomos em até cinco anos, mas pesquisadores do MIT adotam postura bem mais conservadora: para eles, a transição completa para um trânsito sem motoristas levará décadas.
Fontes
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