Primo do Kwid abre mão de multimídia para chegar mais barato ao mercado
Modelo adota suporte para celular no lugar de tela central, estratégia já usada antes no Brasil pelo Fiat Mobi e pelo Ford Ka.
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Um dos truques mais antigos para segurar o preço de um carro popular está de volta: trocar a central multimídia por um simples suporte de smartphone. Segundo o Motor1 Brasil, o primo do Renault Kwid deve adotar exatamente essa solução para chegar às concessionárias com um valor mais competitivo, repetindo uma fórmula que já circulou por aqui em modelos como o Fiat Mobi e o Ford Ka.
A lógica é direta: uma tela integrada com software, conectividade e homologação encarece o produto final. Ao transferir essa função para o celular do próprio motorista, a montadora corta um componente de custo relevante sem abrir mão, na prática, do entretenimento e da navegação — já que a maioria dos compradores carrega um smartphone no bolso. O Motor1 Brasil destaca que a estratégia não é novidade no segmento de entrada brasileiro.
O movimento revela como as fabricantes seguem buscando maneiras de manter carros populares acessíveis num mercado onde impostos e insumos pressionam os preços constantemente. A ausência de multimídia nativa pode ser um ponto de atrito na hora da venda, mas, para uma fatia significativa do público de entrada, o preço final ainda pesa mais do que a ficha técnica.
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