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Porsche Cup Brasil usa inteligência artificial para diagnosticar danos e agilizar reparos após acidentes

Sistema desenvolvido pela Kumulus analisa fotos dos carros batidos, cruza informações de estoque e organiza a fila da oficina, reduzindo gargalos operacionais.

Atualizada em 4 de outubro de 2026 às 09:08· 39 leituras
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TECNOLOGIA NO MOTORSPORT

Inteligência Artificial entra nos boxes da Porsche Cup Brasil

Sistema analisa fotos de carros batidos, cruza estoque e organiza a fila da oficina em segundos.

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Segundo o Jornal do Carro (Estadão), a Porsche Cup Brasil incorporou inteligência artificial à rotina dos boxes para lidar com uma das situações mais críticas de qualquer campeonato: devolver ao grid um carro que acabou de bater. A solução foi desenvolvida pela empresa de tecnologia Kumulus e, de acordo com a própria companhia, trouxe ganho de eficiência operacional de até 40% — número que se refere à otimização do processo como um todo, não necessariamente ao tempo de conserto de cada veículo individualmente.

O Jornal do Carro explica que o sistema parte de cinco ou seis fotografias tiradas logo após o incidente, cobrindo dianteira, traseira e laterais do carro. Cada imagem carrega um cartão com dados do chassi, do piloto, do circuito e do horário. A IA localiza a região atingida, sugere os componentes que podem precisar de substituição e apresenta as indicações em uma interface com desenhos das peças para facilitar a consulta do mecânico. A decisão final, porém, permanece com os profissionais: a ferramenta atua como auxiliar, não como substituta do olhar técnico.

A publicação destaca que o diferencial do projeto está na integração entre etapas que antes funcionavam de forma isolada. Identificar o dano era apenas o primeiro passo; ainda era preciso checar se a peça estava disponível no autódromo e encaixar o serviço na programação da oficina. Segundo Thiago Iacopini, CEO da Kumulus, ouvido pelo Jornal do Carro, essa conexão entre diagnóstico, estoque e agenda explica boa parte do ganho de eficiência. Toda a base de dados roda no Microsoft Fabric, e a aproximação entre a Kumulus e a categoria foi intermediada pela própria Microsoft.

O Jornal do Carro aponta que o projeto ainda tem limitações reconhecidas: nem todo dano provocado por uma colisão aparece na carroceria. Para avançar nesse ponto, a Kumulus planeja cruzar as imagens com dados de telemetria — como temperatura do óleo do câmbio e força G registrada no impacto — a fim de investigar avarias internas que as fotos não capturam. Essa funcionalidade, segundo Iacopini, deve chegar nos próximos dois anos.

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