Porsche Cayenne elétrico: 1.156 cv, 2,5 segundos para os 100 km/h e ainda assim parece um Porsche
A Auto+ avaliou as versões S e Turbo do novo Cayenne Electric em estradas paulistas e na pista, e o resultado impressiona até quem acabou de almoçar.
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O Porsche Cayenne chegou à sua quarta geração como elétrico — e, segundo a Auto+, a transformação é tão radical quanto bem-sucedida. A publicação avaliou duas variantes do modelo em São Paulo: a versão S nas ruas e estradas do interior, e a Turbo em pista fechada, em um evento de lançamento organizado pela marca alemã.
Na versão S, a Auto+ aponta que o motor entrega 544 cv em regime normal, podendo chegar a 666 cv com o overboost ativado pelo push-to-pass ou pelo controle de largada, com torque de 110,1 kgfm e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos. O que mais chamou a atenção dos jornalistas foi a capacidade do SUV de manter a dinâmica característica da marca apesar do porte avantajado: direção pesada e direta, suspensão firme sem ser punitiva, e comportamento em curvas que, segundo a avaliação, envergonharia muitos hatches que se dizem esportivos. A versão cupê ainda traz eixo traseiro esterçante de série, acentuando ainda mais a agilidade.
Já o Cayenne Turbo Electric foi a parte que, literalmente, virou o estômago da equipe da Auto+. Com 1.156 cv e 152,9 kgfm de torque, o SUV atinge 100 km/h em 2,5 segundos e 200 km/h em apenas 7,4 segundos — números que a publicação descreve como difíceis de processar em tempo real dentro do carro. Em pista, os modos Sport e Sport+ permitem que a traseira derrape de forma controlada, enquanto o sistema Porsche Active Ride, no modo Comfort, nivela ativamente a carroceria durante frenagens e curvas, impedindo o mergulho dianteiro típico de SUVs.
No interior, a Auto+ destaca a central multimídia com design de tela inclinada, compatível com Android Auto, Apple CarPlay e até aplicativos como o jogo Asphalt 9, classificando a interface como intuitiva. A marca garantiu, segundo a reportagem, que a versão a combustão do Cayenne seguirá disponível por pelo menos mais uma década — o que significa que o comprador terá escolha. Mas, depois dessa avaliação, a escolha parece cada vez mais difícil.
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