Para-brisa trincado pode render multa de R$ 195 e retenção do veículo
Entenda quais danos são tolerados pela lei e quando a troca do vidro é obrigatória.
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Dirigir com o para-brisa danificado vai além de um risco à segurança: é também uma infração prevista no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo a Quatro Rodas, o condutor flagrado com o vidro dianteiro comprometido pode levar uma multa de R$ 195,23 e acumular cinco pontos na carteira — além de ter o veículo retido até a regularização do problema.
A Quatro Rodas aponta que a Resolução 960 do Contran é a norma que define os limites toleráveis. Em carros de passeio, nenhuma trinca ou fratura circular é permitida na metade esquerda da área varrida pelas palhetas do limpador, nem numa faixa periférica de 2,5 cm nas bordas do vidro. Fora dessas zonas críticas, a lei admite até dois danos simultâneos: trincas lineares de no máximo 10 cm e fraturas circulares (os chamados 'piques') de até 4 cm de diâmetro.
Quando o dano é pequeno e está fora do campo de visão, o reparo por injeção de resina pode ser uma saída viável. Conforme a Quatro Rodas, lojas especializadas aceitam fazer o conserto apenas se a fissura medir até 3 cm e não estiver na área crítica. O processo envolve perfurar a primeira camada do vidro laminado, injetar resina acrílica sob pressão e curar o material com luz ultravioleta. Se a trinca for maior do que uma moeda de R$ 1, porém, a estrutura já está comprometida e a troca completa do para-brisa se torna a única solução segura e legal.
Vale destacar que, segundo a Quatro Rodas, as montadoras recomendam sempre a substituição do vidro, alegando não existir procedimento homologado de fábrica para recuperação. O mercado independente e as seguradoras, no entanto, reconhecem a técnica de resina como alternativa válida para danos superficiais e dentro dos parâmetros legais.
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