Motos da Shineray podem emitir até 30 vezes mais poluentes do que o limite legal, aponta entidade do setor
Abraciclo acusa a montadora de comercializar motocicletas fora dos padrões de emissão exigidos pela legislação brasileira.
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Uma disputa acirrada entre montadoras de motocicletas ganhou contornos mais sérios. Segundo o UOL Carros, desde novembro de 2025 a Abraciclo — entidade que representa as principais fabricantes de motos instaladas em Manaus — trava um embate direto com a Shineray, uma das poucas montadoras do segmento que opera fora do guarda-chuva da associação e, consequentemente, sem acesso integral aos benefícios fiscais da Zona Franca.
O ponto central da briga, conforme aponta o UOL Carros, é ambiental: a Abraciclo alega que motocicletas comercializadas pela Shineray no mercado brasileiro emitem poluentes em níveis que podem chegar a 30 vezes acima do teto estabelecido pela legislação vigente. Trata-se de uma acusação grave, que coloca em xeque tanto a conformidade dos produtos quanto a fiscalização do setor.
A Shineray se posiciona como uma concorrente fora do polo industrial de Manaus, o que já gerava tensões comerciais com as associadas à Abraciclo. Agora, com a denúncia sobre emissões, o conflito ganha uma dimensão regulatória e ambiental que pode atrair a atenção de órgãos fiscalizadores. Ainda segundo o UOL Carros, a empresa não integra a entidade e, portanto, não está sujeita aos mesmos compromissos e auditorias internos do grupo.
O caso expõe uma fragilidade estrutural do mercado nacional de motos: a coexistência de fabricantes com regimes fiscais e, ao que tudo indica, padrões técnicos distintos. Se as acusações da Abraciclo forem confirmadas por órgãos competentes, a Shineray pode enfrentar sanções severas — e o episódio deve reacender o debate sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa das emissões no segmento de duas rodas no Brasil.
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