Ler mensagem ao volante aumenta em 400% o risco de acidente, alerta OMS
Poucos segundos com os olhos no celular podem custar vidas — e o perigo persiste mesmo após o envio da mensagem.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Dar uma rápida olhada no celular enquanto dirige pode parecer inofensivo, mas os números contam uma história bem diferente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a probabilidade de se envolver em um acidente é 400% maior quando o motorista lê uma mensagem em movimento. Se a pessoa ainda digita a resposta, o risco sobe para 23 vezes o normal.
A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) aponta que o celular é a principal causa da chamada Falta de Atenção ao Conduzir (FAC) e que o perigo não desaparece assim que a tela é guardada: o estado de distração persiste por até três segundos após o envio de uma mensagem. Nesse intervalo, a 100 km/h, um veículo percorre quase 100 metros sem que o motorista esteja plenamente atento ao que acontece à sua frente. A própria Abramet compara o comprometimento cognitivo gerado pela distração ao efeito de 1 g/l de álcool no sangue — limite bem acima do permitido pela legislação brasileira.
O Jornal do Carro (Estadão) destaca que a concessionária Motiva, responsável por rodovias como o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Via Dutra e trechos da Castello Branco e Raposo Tavares, classifica o problema como uma 'Epidemia da Distração' e vem promovendo debates sobre o tema desde 2024. Para a Semana Nacional do Trânsito — cujo marco é o Dia Nacional do Trânsito, em 25 de setembro —, a empresa planeja mais de 150 ações presenciais em suas áreas de concessão. 'No trânsito, seja apenas motorista', resume Jorge Manuel Pereira, gerente de Estratégia de Operações da Motiva, segundo o Jornal do Carro.
A orientação é simples: qualquer interação com o celular — responder mensagens, checar notificações ou navegar em aplicativos — deve ser deixada para quando o veículo estiver parado em local seguro. Para Pereira, a mudança de comportamento não depende só de legislação, mas de uma responsabilidade coletiva que envolve motoristas, pedestres, empresas e poder público.
Fontes
Notícias relacionadas
RegulaçãoNissan Kicks brasileiro conquista cinco estrelas no Latin NCAP e corrige falha estrutural da versão mexicana
SUV compacto fabricado no Brasil supera problema de abertura de porta detectado no modelo do México e registra índices acima de 85% na proteção de adultos e crianças.
RegulaçãoTransferência de carros usados pelo app CNH deve chegar em novembro, mas vistoria e prazo de 30 dias continuam obrigatórios
Nova funcionalidade digital prevista pelo Contran digitaliza etapas do processo, mas não elimina exigências legais nem a multa de R$ 130,16 por atraso.
RegulaçãoFord faz recall da F-150 por risco de vazamento de combustível e incêndio
Falha no encaixe das cintas do tanque afeta picapes dos anos-modelo 2023 a 2026 e pode causar desligamento do motor ou até desprendimento do tanque.
Acostamento não é área segura: entenda os riscos e o que diz a lei
Parar no acostamento sem necessidade real é infração, mas o maior perigo é a falsa sensação de segurança que o local transmite.
RegulaçãoNissan corrige falha no Kicks e garante manutenção das cinco estrelas no Latin NCAP
Após porta abrir durante teste de impacto na versão mexicana, montadora ajustou as duas linhas de produção e nota máxima foi confirmada.
RegulaçãoUE define cota de 350 mil híbridos chineses por ano — e prevê reduzir déficit comercial em até € 14 bilhões
Acordo negociado com Pequim limita importações a partir de 2027, com crescimento de 6% ao ano; volume atual estimado chega a 800 mil unidades anuais

