Jeep Commander Blackhawk 2027 ganha motor 2.0 turbo flex e mantém 272 cv no etanol
SUV de sete lugares chega com Hurricane adaptado para rodar com gasolina ou etanol sem perda de potência, a partir de R$ 329.990.
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A principal novidade do Jeep Commander Blackhawk 2027 está debaixo do capô. Segundo a Auto+, o motor 2.0 Hurricane — já conhecido pela potência de 272 cv e torque de 40,8 kgfm — ganhou compatibilidade com etanol, tornando-se um conjunto genuinamente flex. Para isso, a Jeep precisou adaptar a bomba de combustível de alta pressão, redimensionar os bicos injetores, substituir as velas e revisar tanto a calibração térmica quanto o gerenciamento eletrônico, além de remapear o câmbio automático. O resultado, conforme a avaliação da Auto+, é que os 272 cv ficam disponíveis independentemente do combustível escolhido.
A Auto+ destaca que a conversão para flex não comprometeu o que já funcionava bem no Hurricane. O SUV, que pesa 1.886 kg, acelera de zero a 100 km/h em cerca de 7 segundos — número que, segundo o veículo, importa menos do que a facilidade com que o motor movimenta quase 1,9 tonelada no dia a dia. Em condução urbana normal, o conjunto opera entre 1.300 e 1.500 rpm, entregando vigor sem exigir que o motorista explore rotações elevadas, uma diferença sensível em relação ao 1.3 turbo T270 presente nas demais versões da linha.
A publicação aponta que o turbo lag ainda existe — o torque máximo chega a 3.000 rpm —, mas é fácil de conviver. O acelerador tem boa sensibilidade e não transmite nervosismo, permitindo horas no trânsito sem que o motorista sinta o peso do SUV. Quando o pedal é pressionado com mais intensidade, porém, a diferença em relação às versões de entrada fica imediatamente evidente. Para a Auto+, é essa dualidade — refinamento na cidade, músculo na estrada — que define a personalidade do Blackhawk dentro da família Commander.
O Commander Blackhawk 2027 parte de R$ 329.990, segundo a Auto+. A linha 2027 como um todo concentrou suas novidades mecânicas: enquanto as versões 1.3 turbo receberam sistema mild hybrid de 48 volts, o Blackhawk seguiu o caminho do flex, uma escolha que a publicação considera acertada num mercado em que o etanol anidro já representa 32% da mistura vendida nos postos brasileiros.
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