GWM faz primeira carga comercial com caminhão a hidrogênio na América Latina — e os veículos transportados foram fabricados no Brasil
Montadora chinesa usou caminhão a célula de combustível para levar SUVs Tank 300 até Interlagos; detalhe inédito revela que os veículos transportados saíram de fábrica nacional.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A GWM deu um passo inédito no Brasil e na América Latina ao realizar o primeiro transporte comercial de carga com um caminhão movido a hidrogênio. Segundo o InsideEVs Brasil, o veículo foi responsável por levar quatro unidades do SUV Tank 300 até o autódromo de Interlagos, em São Paulo, marcando um momento histórico para a logística de baixo carbono no continente.
Um detalhe relevante acrescenta ainda mais peso à iniciativa: conforme aponta o Notícias Automotivas, os veículos transportados foram fabricados no Brasil — o que significa que a operação conectou produção nacional e tecnologia de ponta em hidrogênio numa mesma cadeia logística, algo sem precedente por aqui.
O caminhão elétrico a célula de combustível conta com 544 cv de potência e pode percorrer até 500 km com apenas 40 kg de hidrogênio no tanque, conforme aponta o InsideEVs Brasil. Os números colocam o veículo em patamar competitivo com caminhões a diesel em termos de autonomia operacional, ao mesmo tempo em que elimina emissões diretas de CO₂ durante o trajeto.
A iniciativa reforça a aposta da GWM em tecnologias alternativas de propulsão no mercado brasileiro, que até então conhecia a marca principalmente por seus modelos a combustão e híbridos. De acordo com o InsideEVs Brasil, a operação demonstra viabilidade técnica do hidrogênio como vetor energético para o transporte pesado — segmento historicamente resistente à eletrificação por conta das exigências de carga e distância.
O evento em Interlagos serviu de vitrine estratégica para a montadora chinesa apresentar sua visão de mobilidade sustentável ao mercado latino-americano. A escolha de transportar justamente os Tank 300 — um dos modelos mais robustos do portfólio da marca — não parece acidental: a GWM quis demonstrar que sua tecnologia de hidrogênio tem músculo suficiente para lidar com cargas pesadas em condições reais de uso. O fato de esses SUVs serem produzidos localmente, como destaca o Notícias Automotivas, reforça ainda a mensagem de que a marca está comprometida com o Brasil não apenas como mercado consumidor, mas como polo de produção integrado à sua estratégia global de sustentabilidade.
Fontes
Notícias relacionadas
LançamentosGWM resistiu internamente antes de lançar a Poer a diesel — e o motor acabou superando o Shark em vendas
Picape foi concebida como híbrida, mas a marca mudou de rota ao observar o mercado brasileiro e apostou no diesel.
LançamentosGWM Haval H9 Selection chega por R$ 339 mil com couro marrom, teto fosco e 4×4 de verdade
Versão mais equipada do SUV diesel da GWM traz acabamento exclusivo e lista de itens de série que rivaliza com marcas premium.
ElétricosGWM Ora 5 tem fila de 90 dias após vender 2 mil unidades em 24 horas
Executivo da marca reconhece que o prazo de espera é longo demais para os compradores.
LançamentosGWM vai trazer picape híbrida plug-in Poer P500 PHEV Flex ao Brasil em 2027
Modelo chega posicionado acima da Poer P30 diesel e promete até 115 km de autonomia elétrica e 394 cv de potência combinada.
LançamentosGWM lança Haval H7 no Brasil por R$ 261 mil com híbrido plug-in flex e até 36 km/l
SUV médio da marca chinesa chega com 370 cv combinados, autonomia elétrica de 92 km e visual inspirado no H9, mirando versões topo de linha da concorrência nacional
Preços & FIPEGWM Poer P30 Exclusive custa quase R$ 39 mil menos que a Ram Dakota Big Horn
Picape chinesa chega a R$ 247.000 contra R$ 285.990 da rival americana, com vantagem de torque mas desvantagem em potência.


