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GWM Haval H7 PHEV flex chega ao Brasil por R$ 261 mil com 370 cv e bloqueio de diferencial traseiro

SUV híbrido plug-in da marca chinesa ocupa posição intermediária na linha Haval e mira rivais como Ford Bronco Sport e Jeep Compass Blackhawk com preço estrategicamente calibrado para isenção de IPVA em São Paulo

Atualizada em 10 de outubro de 2026 às 11:04· 3 fontes· 133 leituras
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GWM Haval H7 chega ao Brasil com 370 cv e tração integral

SUV híbrido plug-in flex estreia por R$ 261 mil com bloqueio mecânico de diferencial traseiro.

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A GWM colocou à venda no Brasil nesta quarta-feira (7) o Haval H7, SUV híbrido plug-in que, segundo o Motor1 Brasil, ocupa a posição intermediária entre o H6 e o H9 na hierarquia da marca. O modelo chega em versão única por R$ 261 mil — e, conforme o Jornal do Carro (Estadão), sua chegada ao país já havia sido antecipada pelo repórter especial Marcus Celestino.

O preço não é aleatório. O Jornal do Carro aponta que a GWM calibrou o valor próximo ao teto de R$ 261.154,45 estabelecido para isenção de IPVA em veículos híbridos flex no estado de São Paulo em 2026 — a partir de 2027, a alíquota passa a ser de 1%. Segundo a publicação, a definição envolveu redução da margem da fabricante e negociações com concessionários. O posicionamento também coloca o H7 no mesmo patamar de algumas versões do Haval H6 e abaixo do Jetour T1, vendido a R$ 265 mil com tração 4x2, enquanto mira rivais como o Ford Bronco Sport (R$ 250 mil) e o Jeep Compass Blackhawk (R$ 279 mil).

Visual robusto e interior bem equipado

O Jornal do Carro descreve um SUV de linhas retas e dianteira elevada com visual inspirado no H9, reforçado pelo estepe externo fixado na tampa do porta-malas. As dimensões são generosas: 4,80 m de comprimento, 1,95 m de largura e entre-eixos de 2,74 m. O porta-malas comporta 586 litros com todos os ocupantes a bordo ou 1.404 litros com o banco traseiro rebatido, de acordo com a publicação.

No interior, o Jornal do Carro aponta painel digital de 12,3 polegadas e central multimídia de 15,6 polegadas com mais de 300 comandos por voz e conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay. O head-up display projeta informações no para-brisa, o ar-condicionado digital de duas zonas mantém comandos físicos e os bancos dianteiros contam com ajuste elétrico e ventilação.

Em segurança, a publicação destaca o pacote ADAS de nível 2+, que inclui frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, assistentes de manutenção de faixa, monitoramento de ponto cego e alertas de colisão dianteira e traseira, entre outros recursos.

Mecânica: 370 cv, flex e bloqueio traseiro

O conjunto mecânico combina um motor 1.5 turbo flex de quatro cilindros — responsável por 150 cv isoladamente — com dois motores elétricos e transmissão automática do tipo DHT de quatro marchas, dedicada a híbridos, conforme detalha o Jornal do Carro. Um dos elétricos, com 177 cv, trabalha integrado ao câmbio, enquanto o segundo atua no eixo traseiro. A potência combinada chega a 370 cv e o torque total é de 77,6 kgfm. Segundo a GWM, o H7 acelera de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos no modo esportivo e atinge velocidade máxima de 190 km/h (limitada eletronicamente).

Apesar da aparência aventureira, o Jornal do Carro esclarece que o H7 utiliza construção monobloco e compartilha a plataforma do Haval H6, com suspensão independente McPherson na dianteira e multilink na traseira. A distribuição de força entre os eixos é feita eletronicamente — sem cardã físico —, e o sistema oferece sete modos de condução, incluindo Econômico, Sport, AWD e Areia.

O Motor1 Brasil já havia destacado como diferencial o bloqueio mecânico do diferencial traseiro, acionável por botão no console, recurso raro em SUVs híbridos que reforça o apelo off-road do modelo. O Jornal do Carro complementa os dados de capacidade todoterreno: vão livre de 22 cm, profundidade de vau de 58 cm e ângulos de entrada e saída de 24° e 31,5°, respectivamente. As rodas são de 19 polegadas com pneus 255/60, e o estepe temporário (245/60 R18) fica instalado na tampa do porta-malas.

Sobre o comportamento dinâmico, o Jornal do Carro observa que a suspensão tem acerto firme, o que ajuda a conter a movimentação da carroceria em curvas, mas pode transmitir algumas vibrações em pisos irregulares — algo dentro do esperado para um veículo com essa proposta.

Bateria, autonomia e consumo

A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 27,5 kWh garante autonomia elétrica de até 92 km pelo padrão do Inmetro, número competitivo no segmento de PHEVs disponíveis no país, como aponta o Motor1 Brasil. Em carregadores rápidos de corrente contínua de até 41 kW, a recarga de 30% a 80% leva aproximadamente 20 minutos, segundo o Jornal do Carro.

O consumo declarado pelo Inmetro, conforme a mesma publicação, chega a 32 km/l na cidade e 24,3 km/l na estrada com gasolina, ou 20,6 km/l e 16,7 km/l, respectivamente, com etanol — combustível para o qual o modelo é compatível, ampliando a versatilidade para o consumidor brasileiro.

Posicionamento no mercado

Com o H7, a GWM reforça sua estratégia de escalar no mercado nacional com produtos eletrificados e tecnicamente diferenciados. O Jornal do Carro ressalta que o modelo pode até canibalizar parte das vendas do próprio H6, ao oferecer maior apelo off-road e visual mais robusto por um preço equivalente ao de algumas versões do irmão mais vendido — além de disputar espaço com rivais europeus e asiáticos já estabelecidos acima de R$ 250 mil.

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