GWM inicia pré-venda do Haval H7 no Brasil por R$ 261 mil — e já soma 900 reservas antes do lançamento oficial
SUV híbrido plug-in flex com tração integral Hi4 chegou ao mercado com fila de espera: clientes da marca garantiram vaga com sinal de R$ 9 mil antes mesmo da abertura ao público geral
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A GWM deu início à pré-venda do Haval H7 no Brasil na segunda-feira (5), com acesso restrito a clientes da marca em um primeiro momento. Segundo o Auto+, as reservas para o público em geral foram abertas na quarta-feira (7) — mesma data em que a montadora oficializou o preço: R$ 261.000.
A adesão foi expressiva antes mesmo da estreia oficial: conforme o Motor1 Brasil, a GWM registrou 900 reservas ainda na fase exclusiva para clientes da marca, com sinal de R$ 9 mil para garantir a vaga. O número indica demanda aquecida para um SUV nessa faixa de preço.
O modelo chega para preencher uma lacuna clara na gama da montadora chinesa: é maior e mais robusto que o H6, mas não alcança o porte nem a vocação mais extrema do H9. Ao contrário deste, aposta no híbrido plug-in em vez do diesel.
Tração integral e desempenho acima do esperado
O Auto+ aponta que o H7 estreia no mercado nacional a tecnologia Hi4, sistema que utiliza motores elétricos nos dois eixos para compor a tração integral. O conjunto combina um motor 1.5 turbo flex de quatro cilindros com dois motores elétricos — um por eixo — e uma transmissão híbrida DHT de quatro marchas. O resultado, segundo a publicação, são 370 cv e 77 kgfm de torque combinados, suficientes para levar o SUV aos 100 km/h em 5,7 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 190 km/h.
Com propulsão elétrica nos dois eixos, o sistema alterna entre tração dianteira e integral conforme a necessidade. O Auto+ destaca que são sete modos de condução disponíveis — Normal, Eco, Sport, Neve, Areia, Lama e AWD —, além de bloqueio mecânico do diferencial traseiro acionado por botão no console, algo pouco comum entre SUVs híbridos dessa faixa de preço. O bloqueio usa engate dentado e se desativa automaticamente acima de 40 km/h. O modelo também é capaz de vencer lâminas d'água de até 580 mm.
Bateria generosa e autonomia elétrica relevante
A bateria LFP tem 27,5 kWh, capacidade que, conforme o Auto+, coloca o H7 acima dos híbridos plug-in mais simples. A autonomia elétrica homologada pelo Inmetro é de 92 km, enquanto pelo ciclo europeu WLTP — menos conservador — chega a 130 km. O SUV aceita recarga em corrente alternada de até 6,6 kW e corrente contínua de até 41 kW; segundo a GWM, uma carga rápida leva a bateria de 30% a 80% em cerca de 20 minutos.
No consumo combinado com a bateria participando da conta, o Auto+ informa que o Inmetro registra 32 km/l na cidade e 24,3 km/l na estrada com gasolina. No etanol, os números são 20,6 km/l e 16,7 km/l, respectivamente.
Visual aventureiro, construção monobloco
Nas dimensões, o H7 impressiona: conforme o Auto+, são cerca de 4,80 m de comprimento e 1,95 m de largura, números que o colocam praticamente no mesmo patamar do Toyota SW4 em comprimento, mas quase 10 cm mais largo. Visualmente, o SUV abandona as formas arredondadas do H6 e aposta em linhas mais retas, com estepe pendurado na tampa traseira e proporções quadradas que conversam diretamente com o H9.
A arquitetura, porém, é monobloco com suspensão independente nas quatro rodas, priorizando conforto em vez de capacidade extrema fora do asfalto — portanto, a proposta não chega ao nível de um H9 ou Tank 300. O porta-malas chega a 586 litros.
Interior tecnológico, detalhes brasileiros ainda por vir
O interior, segundo o Auto+, segue o padrão recente da GWM, com central multimídia de até 15,6 polegadas nas versões internacionais, painel digital, head-up display e carregador sem fio de 50 W. A configuração exata do modelo brasileiro — versões e equipamentos de série — ainda será detalhada pela marca.
O posicionamento, no entanto, já está definido: o H7 mira quem quer um SUV grande de cinco lugares com aparência robusta e trem de força eletrificado, por um preço que, segundo o Auto+, o coloca simultaneamente em vários segmentos.
Fontes
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