Governo cobra aplicativos de transporte por cancelamentos discriminatórios contra idosos e PCDs
Prática de recusar corridas a passageiros com cadeira de rodas, andador, muletas ou cão-guia levou o poder público a pressionar plataformas e avaliar criação de categoria especial de serviço.
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Pedir um carro por aplicativo virou rotina para milhões de brasileiros, mas para idosos e pessoas com deficiência a experiência pode se transformar em uma sequência frustrante de cancelamentos. Segundo a colunista Paula Gama, do UOL Carros, motoristas recusam corridas com frequência ao identificar que o passageiro usa cadeira de rodas, andador, muletas ou cão-guia — uma prática que o governo federal decidiu enfrentar de frente.
De acordo com o UOL Carros, o poder público está cobrando diretamente as plataformas de transporte por aplicativo para que adotem medidas concretas contra esse tipo de discriminação. A pressão inclui a avaliação de uma categoria especial de serviço voltada a esse público, o que obrigaria os apps a garantir atendimento adequado a passageiros com mobilidade reduzida ou necessidades específicas.
A discussão expõe uma falha estrutural do setor: as plataformas respondem pelos algoritmos e pelas regras do serviço, mas costumam transferir a responsabilidade pelo comportamento dos motoristas a esses próprios profissionais. O UOL Carros aponta que o governo avalia justamente quebrar essa lógica, tornando as empresas diretamente responsáveis quando o cancelamento discriminatório ocorrer dentro de seus sistemas.
Se a categoria especial sair do papel, as plataformas teriam de credenciar motoristas treinados e veículos adaptados para atender idosos e PCDs — o que representaria uma mudança significativa no modelo atual, onde qualquer carro e qualquer motorista habilitado pode operar sem preparo específico para esse tipo de passageiro.
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