Drogômetro precisa distinguir uso de remédio controlado de abuso de drogas, diz secretário de Trânsito
Equipamento aprovado pelo Contran detecta substâncias presentes em medicamentos comuns, e autoridades ainda definem como calibrar o teste para não punir pacientes.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O uso do drogômetro nas estradas brasileiras ainda exige ajustes técnicos importantes antes de entrar em plena operação. Segundo a Autoesporte (G1 Carros), o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, admitiu que o equipamento — regulamentado em agosto por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) — detecta substâncias presentes em medicamentos vendidos em farmácias, como o Venvanse, usado no tratamento do TDAH. Para ele, porém, seguir uma prescrição médica não impede ninguém de dirigir: "Tomar medicamento prescrito pelo médico normalmente, como esses tratamentos, proíbe dirigir? Não. Resposta não, objetiva, não tem proibição nenhuma", declarou ao veículo.
O desafio está em calibrar o aparelho para identificar o abuso e não o tratamento. A Autoesporte (G1 Carros) aponta que o secretário usou um exemplo direto: alguém que consome caixas de Venvanse recreativamente em uma balada está em situação completamente diferente de um paciente em tratamento regular. Catão afirmou que o equipamento precisa ser ajustado para captar o segundo caso, não o primeiro, e que o drogômetro não poderá ser certificado se registrar apenas vestígios da substância — a intenção é confirmar consumo efetivo, não traços residuais.
De acordo com a reportagem da Autoesporte (G1 Carros), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) confirmou que o teste de saliva já homologado no Brasil detecta 12 substâncias, entre elas anfetamina, cocaína, THC, fentanil, morfina e cetamina. A doutora em química Tula Beck Bisol, professora do Instituto Federal de Santa Catarina, explicou ao veículo que cinco dessas substâncias aparecem em remédios controlados disponíveis em farmácias. O infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, reforçou que todos esses medicamentos são de venda controlada — o que, na prática, já impõe restrições ao seu uso indiscriminado.
Fontes
Notícias relacionadas
RegulaçãoNissan Kicks brasileiro conquista cinco estrelas no Latin NCAP e corrige falha estrutural da versão mexicana
SUV compacto fabricado no Brasil supera problema de abertura de porta detectado no modelo do México e registra índices acima de 85% na proteção de adultos e crianças.
RegulaçãoTransferência de carros usados pelo app CNH deve chegar em novembro, mas vistoria e prazo de 30 dias continuam obrigatórios
Nova funcionalidade digital prevista pelo Contran digitaliza etapas do processo, mas não elimina exigências legais nem a multa de R$ 130,16 por atraso.
RegulaçãoFord faz recall da F-150 por risco de vazamento de combustível e incêndio
Falha no encaixe das cintas do tanque afeta picapes dos anos-modelo 2023 a 2026 e pode causar desligamento do motor ou até desprendimento do tanque.
Acostamento não é área segura: entenda os riscos e o que diz a lei
Parar no acostamento sem necessidade real é infração, mas o maior perigo é a falsa sensação de segurança que o local transmite.
RegulaçãoNissan corrige falha no Kicks e garante manutenção das cinco estrelas no Latin NCAP
Após porta abrir durante teste de impacto na versão mexicana, montadora ajustou as duas linhas de produção e nota máxima foi confirmada.
RegulaçãoUE define cota de 350 mil híbridos chineses por ano — e prevê reduzir déficit comercial em até € 14 bilhões
Acordo negociado com Pequim limita importações a partir de 2027, com crescimento de 6% ao ano; volume atual estimado chega a 800 mil unidades anuais


