Denza Z chega ao Brasil com 1.604 cv e recarga de 9 minutos para desafiar supercarros europeus
Supercarro elétrico da divisão de luxo da BYD foi revelado em Goodwood e promete ir de 10% a 97% de carga em menos de dez minutos.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A BYD escolheu o Festival de Velocidade de Goodwood para revelar o Denza Z, supercarro elétrico da sua divisão de luxo que também chegará ao mercado brasileiro. Segundo a Quatro Rodas, o modelo reúne três motores elétricos — um dianteiro de 680 cv e dois traseiros independentes de 462 cv cada — totalizando 1.604 cv e 126,5 kgfm de torque. O resultado prático é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 2,25 segundos no cupê convencional, número que cai para 1,96 segundo na versão Racing, equipada com pneus semi-slick e pacote aerodinâmico capaz de gerar 1.060 kg de downforce a 350 km/h.
O grande trunfo do Denza Z frente à concorrência ocidental, porém, não está apenas nos números de aceleração. A Quatro Rodas destaca que a bateria de 76 kWh recupera energia de 10% a 97% em apenas nove minutos, graças a um sistema compatível com carregadores de até 1.500 kW. Para viabilizar essa velocidade de recarga sem comprometer a durabilidade, a BYD emprega a segunda geração das baterias Blade, com nova química de eletrólitos que reduz a resistência interna e, por consequência, a geração de calor durante o processo.
A publicação aponta que os dois motores traseiros operam de forma independente, conferindo ao carro vetorização de torque ativa. O sistema é capaz de realizar giros sobre o próprio eixo e reagir a perdas súbitas de pressão nos pneus em apenas 10 milissegundos. A suspensão conta com amortecedores magnetoreológicos e freios carbono-cerâmicos que reduzem 30 kg de massa não suspensa. Toda essa tecnologia, contudo, cobra seu preço: a Quatro Rodas informa que o Denza Z pesa 2.230 kg e oferece autonomia de apenas 408 km no ciclo WLTP — 379 km na versão Racing.
No interior, a Quatro Rodas descreve uma cabine para quatro ocupantes com entre-eixos de 2,78 m, bancos dianteiros com ajuste elétrico, ventilação e massagem, sistema de som com 12 alto-falantes e acabamento em camurça e fibra de carbono. Para compensar o silêncio típico dos elétricos sem abrir mão dos estímulos sensoriais, o projeto inclui um sintetizador que projeta frequências mecânicas simuladas tanto no ambiente externo quanto nos alto-falantes embutidos nos encostos de cabeça. O porta-malas, porém, fica restrito a 250 litros — preço a pagar pelos 4,78 m de carroceria dominados pela mecânica.
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