Czinger 21C Spyder: apenas 30 unidades e teto que não cabe no porta-malas
Conversível híbrido de 1.250 cv é mais raro que qualquer Bugatti de rua e acelera de 0 a 100 km/h em 1,9 segundo.
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A Czinger acaba de revelar o 21C Spyder, versão conversível de um dos superesportivos mais exclusivos já criados. A Quatro Rodas aponta que serão fabricadas apenas 30 unidades do modelo — número que coloca o carro em outro patamar de raridade quando comparado até mesmo aos Bugatti mais limitados: segundo a publicação, Veyron e Chiron somam entre 450 e 500 unidades cada, enquanto o Bolide, restrito às pistas, teve 40 exemplares.
Sob o capô, a Quatro Rodas destaca um V8 biturbo de apenas 2,88 litros combinado a três motores elétricos, resultando em 1.250 cv totais — sendo 750 cv provenientes do bloco a combustão. O torque de 95,6 kgfm, potencializado pela tração integral e pela resposta imediata dos elétricos, permite que o conversível atinja 100 km/h em 1,9 segundo e alcance velocidade máxima de 330 km/h. A Quatro Rodas também ressalta que o carro ostenta o maior downforce entre veículos homologados para uso na rua: 1.500 kg com o teto instalado e 1.482 kg sem a capota, valores próximos ao peso total do veículo, de 1.620 kg.
Uma das novidades técnicas do Spyder em relação ao cupê é o chamado BrakeNode, conforme descreve a Quatro Rodas: uma peça de liga de alumínio que unifica pinça de freio, suporte de suspensão e passagens de fluido hidráulico em uma única estrutura. O resultado, segundo a revista, é uma redução de 0,7 kg de massa não suspensa por roda e ganho de 30% em rigidez. As pinças medem 410 mm na dianteira e 390 mm na traseira.
No interior, a Quatro Rodas chama atenção para o layout tandem — dois assentos dispostos um atrás do outro — e para o sistema NeuralNode, que elimina o painel tradicional ao integrar instrumentos, saídas de ar e controles principais em uma única estrutura. Há, porém, um senão prático apontado pela publicação: o teto rígido de fibra de carbono não tem espaço reservado no porta-malas, o que obriga o proprietário a deixá-lo na garagem sempre que quiser dirigir ao ar livre — uma aposta arriscada em dias de céu incerto.
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