COP 30 coloca o etanol brasileiro no centro do debate sobre o futuro dos carros
Estudo da Anfavea com o BCG mostra que a frota flex nacional tem pegada de carbono comparável à de elétricos quando analisado o ciclo de vida completo.
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A COP 30, realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro, não é apenas um encontro de chefes de Estado preocupados com florestas e oceanos. O setor automotivo está na pauta — e o Brasil tem argumentos concretos para se destacar. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), um estudo conduzido pela Anfavea em parceria com o Boston Consulting Group (BCG) revela que o modal de transportes é o terceiro maior emissor de gases poluentes do país, com os veículos pesados respondendo por 58% das emissões do setor e os leves por 34%.
O mesmo levantamento, conforme aponta o Jornal do Carro (Estadão), traz uma conclusão surpreendente: no segmento de veículos leves, o Brasil registra o menor nível de emissões entre todas as regiões avaliadas no estudo. O mérito vai para a combinação entre elétricos a bateria (BEVs) e modelos movidos a etanol, especialmente os híbridos. Masao Ukon, diretor executivo e sócio-sênior do BCG, explica que a análise precisa considerar o ciclo de vida completo do veículo — da extração da matéria-prima ao descarte —, e não apenas o que sai pelo escapamento.
Nessa métrica mais ampla, o etanol se revela um trunfo nacional. De acordo com o Jornal do Carro (Estadão), a pegada de carbono dos veículos flex abastecidos com etanol é semelhante — e em alguns casos inferior — à dos elétricos, especialmente quando se leva em conta que a fabricação de baterias ainda causa impacto ambiental significativo. A comparação com a China, ainda fortemente dependente do carvão para gerar eletricidade, reforça a vantagem brasileira: nossa matriz elétrica renovável e décadas de experiência com biocombustíveis colocam o país em posição privilegiada no debate global sobre mobilidade sustentável.
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