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Citroën 2CV elétrico volta com preço abaixo de 15 mil euros e missão de frear os chineses na Europa

Revelado como conceito no Salão de Paris de 2026, o novo 2CV promete chegar ao mercado em 2028 com plataforma dedicada a pequenos elétricos baratos, fabricação europeia e herança visual do ícone original

Atualizada em 13 de outubro de 2026 às 17:05· 7 fontes· 75 leituras
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LANÇAMENTO ELÉTRICO

2CV ressuscita como elétrico popular na Europa

Ícone francês volta após 35 anos com motor elétrico e preço acessível.

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O Citroën 2CV está de volta — e desta vez com motor elétrico. O modelo que encerrou sua produção em 1990, após décadas como símbolo de mobilidade popular na França e no mundo, foi revelado como conceito no Salão de Paris com a mesma proposta original: ser o carro do povo, agora na era da eletrificação.

Segundo o Notícias Automotivas, o novo 2CV deve chegar ao mercado europeu com preço inicial abaixo de 15 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 88 mil na cotação atual. O Jornal do Carro (Estadão) confirma esse número e acrescenta que a meta foi anunciada publicamente pelo presidente da Citroën, Xavier Chardon, durante a apresentação do plano estratégico FaSTLAne 2030 — ocasião em que o executivo também reafirmou a fabricação europeia como característica central do projeto.

A Quatro Rodas contextualiza o movimento estratégico por trás do lançamento: a Stellantis usa o enorme peso histórico do 2CV — somado ao saudosismo que o modelo desperta — como instrumento para tentar conter o avanço das montadoras chinesas no mercado europeu. A publicação lembra ainda que, durante anos, antigos executivos da marca francesa juraram que jamais ressuscitariam o ícone, apesar de ele ser o carro mais famoso da história da Citroën.

O Notícias Automotivas aponta que o novo modelo ocupará um espaço inédito na gama da marca: ele se posicionará entre o Ami — o microveículo elétrico sem habilitação — e o C3 elétrico, preenchendo uma lacuna que a Citroën ainda não havia endereçado com um produto de porte intermediário e apelo popular.

O Motor1 Brasil destaca que o carro de produção será fabricado na própria Europa, detalhe relevante tanto do ponto de vista industrial quanto simbólico. O Jornal do Carro (Estadão) é mais preciso: a unidade escolhida é a de Pomigliano d'Arco, na Itália, onde a Stellantis pretende iniciar a produção dos modelos do programa em 2028.

Uma das metas técnicas mais ambiciosas do projeto, segundo o Notícias Automotivas, é manter o peso do veículo em apenas 1 tonelada. A Quatro Rodas reforça esse dado e explica que o tamanho compacto do conceito — 3,76 metros de comprimento, cerca de 20 centímetros menos que o 2CV original — aliado ao foco em redução de massa favorecerá a agilidade no trânsito e facilitará manobras de estacionamento. Em um segmento em que o peso elevado das baterias costuma ser um dos principais desafios de engenharia, atingir essa marca representaria um diferencial significativo.

Do ponto de vista técnico, o Jornal do Carro (Estadão) informa que o novo 2CV utilizará a plataforma E-Car, desenvolvida especificamente para pequenos elétricos de baixo custo. A arquitetura é compartilhada entre diferentes marcas do Grupo Stellantis e foi criada em colaboração com parceiros externos para reduzir custos e acelerar lançamentos. A meta declarada do programa é aproximar o preço dos elétricos ao dos modelos a combustão equivalentes.

De acordo com o Notícias Automotivas, a iniciativa integra uma estratégia mais ampla do Grupo Stellantis para popularizar a eletrificação na Europa, onde regulações cada vez mais rígidas de emissões pressionam as montadoras a oferecer alternativas acessíveis.

Design: frente nostálgica, interior excêntrico

No visual, o Jornal do Carro (Estadão) aponta que a ligação com o antecessor aparece com mais força na dianteira. Os faróis arredondados ficam destacados sobre os para-lamas dianteiros, que mantêm um desnível em relação ao capô — referência direta à silhueta do original. A iluminação incorpora uma assinatura circular de LEDs, enquanto o capô traz superfície curva e nervuras que remetem às chapas do 2CV clássico.

A Quatro Rodas descreve o conceito como mergulhado num estilo retrô quase caricato, com vincos profundos no capô e o clássico teto de lona retrátil. Ao mesmo tempo, a publicação observa que a nova interpretação ganhou carroceria musculosa, bitolas mais largas e rodas grandes que preenchem as caixas de roda de uma forma que o 2CV original jamais conseguiu.

De perfil, segundo o Jornal do Carro (Estadão), o conceito convence menos: o teto arqueado e os para-lamas arredondados recuperam características do clássico, mas as superfícies mais retas das portas tornam a lateral menos expressiva. As pequenas maçanetas e os indicadores de direção nas colunas traseiras adicionam personalidade sem resolver completamente o conjunto.

Um dos detalhes mais elogiados pelo Jornal do Carro (Estadão) são as rodas de aço de 18 polegadas, pintadas em cinza-claro com pequenos apliques amarelos trazendo a inscrição 2CV. Os pneus Michelin reforçam a proposta com logo de pegada retrô e chevrons nas laterais — uma atualização da solução visual simples do original sem recorrer ao desenho elaborado das rodas de liga leve.

Na traseira, o Jornal do Carro (Estadão) descreve uma tampa preta que acompanha a queda do teto e se estende até o para-choque, ladeada por lanternas em LED, três frisos horizontais e uma maçaneta aparente em referência ao antecessor. O teto de tecido completa a inspiração no modelo original.

No interior, a Quatro Rodas destaca a cabine como um dos pontos mais curiosos do projeto. Os bancos podem ser removidos facilmente para um piquenique ao ar livre, e um cesto portátil no assoalho substitui o console central convencional. O detalhe mais excêntrico, segundo a publicação, é o porta-ovos integrado às portas — homenagem direta ao caderno de encargos original da década de 1930, que exigia que o carro fosse macio o suficiente para transportar uma cesta de ovos por um campo esburacado sem quebrar nenhuma unidade. Essa estabilidade era obtida por um arranjo de molas dispostas na horizontal, em que o movimento de uma roda dianteira compensava mecanicamente a traseira do mesmo lado, eliminando o balanço longitudinal.

O 2CV original vendeu mais de 3,8 milhões de unidades ao longo de sua história, cumprindo na França, segundo a Quatro Rodas, o mesmo papel de democratização da mobilidade que o Volkswagen Fusca teve na Alemanha e no Brasil. A Citroën aposta que a força dessa herança pode ajudar a posicionar a marca no segmento de elétricos compactos e baratos — um dos mais disputados da indústria europeia nos próximos anos.

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