China vai cobrar imposto de carros híbridos e elétricos comerciais a partir de 2027
Governo chinês encerra isenções fiscais para veículos eletrificados, sinalizando maturidade do mercado local.
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O mercado chinês de veículos eletrificados chegou a um ponto de virada. A partir de janeiro de 2027, híbridos plug-in, elétricos comerciais e utilitários movidos a hidrogênio passarão a pagar um imposto anual sobre veículos — o equivalente ao IPVA brasileiro. A decisão, confirmada pelo Ministério das Finanças e pela Administração Tributária Estatal da China, encerra um ciclo de incentivos que vigorava desde 2012 e foi ampliado em 2018, conforme aponta a Quatro Rodas.
Segundo a Quatro Rodas, a mudança atinge tanto quem comprar veículos nessas categorias após 2027 quanto proprietários de modelos já registrados. Na prática, porém, o impacto financeiro para o motorista chinês deve ser modesto: a revista informa que em Pequim, por exemplo, um híbrido plug-in com motor 1.5 pagará cerca de 420 yuans por ano — aproximadamente R$ 330. Em Xangai e na província de Guangdong, o valor cai para 300 yuans, algo em torno de R$ 235. Carros de passeio totalmente elétricos e movidos a célula de combustível mantêm a isenção total, pois, de acordo com as autoridades locais citadas pela Quatro Rodas, essas categorias ainda não se enquadram no escopo tributável previsto pela legislação vigente.
Para a indústria, o recado é mais contundente do que para o consumidor. A Quatro Rodas destaca que o ajuste sinaliza o fim da era de subsídios indiretos: montadoras que dependiam da isenção como argumento de venda para seus híbridos plug-in e comerciais elétricos terão de buscar competitividade pela eficiência produtiva, sem o amparo estatal. O maior mercado automotivo do planeta entra, assim, em uma fase de crescimento orgânico — e as fabricantes precisarão se adaptar a essa nova realidade sem rede de proteção.
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