Cadeirinha salva vidas: o que todo pai precisa saber antes de colocar o filho no carro
Acidentes de trânsito são a principal causa de mortes acidentais de crianças até 14 anos, e o uso correto da cadeirinha é o fator decisivo entre um susto e uma tragédia.
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Segundo o Jornal do Carro, do Estadão, acidentes de trânsito representam a maior causa de mortes acidentais entre crianças de até 14 anos no Brasil — seja quando estão dentro de um veículo, seja como pedestres. O dado é grave e, segundo a publicação, a solução passa por três pilares simples: educação, exemplo e cadeirinha.
No caso das crianças pedestres, o Jornal do Carro aponta um paradoxo moderno: a geração atual ocupa muito menos a rua do que as anteriores, o que significa que chega mais tarde ao entendimento de como o trânsito funciona. Calcular a velocidade de um carro que se aproxima, saber se o motorista enxerga você ou entender o papel da faixa de pedestre são habilidades que só se desenvolvem na prática. A recomendação da coluna é simples: leve seu filho para caminhar, atravesse na faixa, respeite o semáforo e dê o exemplo. Uma brincadeira sugerida pelo Jornal do Carro é colocar a criança do lado de fora do carro e perguntar se ela acha que o motorista a vê — depois, mostrar uma foto tirada de dentro do veículo para revelar os pontos cegos, especialmente em carros mais altos.
Dentro do carro, a responsabilidade é inteiramente do adulto. O Jornal do Carro relata o caso de uma mãe conhecida por ser rigorosa com a cadeirinha que, em um momento de descuido após noites sem dormir, saiu sem prender o bebê para uma viagem de apenas duas quadras — e foi atingida por outro veículo. O bebê saiu ileso; o carro, não. O episódio ilustra o argumento central da coluna: não existe distância curta o suficiente para dispensar o equipamento. Quase sempre, diz a publicação, quando uma notícia relata morte ou ferimento grave de criança em acidente, ela estava solta no veículo.
Sobre o tempo de uso, o Jornal do Carro recomenda ir além do critério de idade previsto no Código de Trânsito e priorizar peso e altura, que são os parâmetros adotados pelos próprios fabricantes de cadeirinhas. A legislação, segundo a coluna, garante apenas o mínimo de proteção — e os fabricantes costumam oferecer margens de segurança superiores às exigidas por lei.
Fontes
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