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BYD Dolphin Mini de segunda geração cresce, ganha mais potência e perde o painel de instrumentos tradicional

Nova geração do elétrico compacto da BYD traz tração traseira, suspensão multilink, frunk de 94 litros e até 130 cv — mas a decisão de integrar o velocímetro à tela central já divide opiniões

Atualizada em 13 de outubro de 2026 às 09:05· 6 fontes· 87 leituras
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Dolphin Mini ganha 5 lugares e interior sem painel convencional

Segunda geração do compacto elétrico da BYD chega com mais espaço, mais potência e cabine totalmente repensada.

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A BYD está preparando uma versão completamente reformulada do Dolphin Mini, e as mudanças vão muito além de uma atualização cosmética. Segundo o Notícias Automotivas, o modelo de segunda geração abandona o painel de instrumentos tradicional em favor de uma cabine com layout inédito, apostando em uma proposta visual mais moderna e minimalista. De acordo com a Auto+, a grande tela central de 15,6 polegadas passa a reunir as funções do quadro de instrumentos na porção esquerda e o sistema de entretenimento no lado direito — uma reorganização que elimina boa parte dos controles físicos.

A solução, porém, é alvo de críticas. A Auto+ aponta que, dependendo do menu exibido na tela, o motorista terá apenas uma faixa fina na parte superior do display para consultar velocidade, marcha, seta e nível de bateria — o mesmo caminho já adotado por modelos como o Volvo EX30 e alguns Tesla, e que recebeu pesadas críticas por comprometer a leitura rápida das informações ao volante. A fonte destaca que a BYD "escorregou feio" nesse ponto, ainda que a faixa superior do painel mantenha o velocímetro de forma fixa.

Um dos pontos de maior destaque, ainda de acordo com o Notícias Automotivas, é a ampliação da capacidade de ocupantes: o novo Dolphin Mini passará a acomodar cinco pessoas, deixando para trás a configuração mais restrita da geração atual. A mudança posiciona o carro em um segmento ligeiramente mais amplo, tornando-o mais competitivo entre os elétricos urbanos de entrada.

Os rascunhos oficiais divulgados pela montadora confirmam que o crescimento é concreto. Conforme o Motor1 Brasil, o novo Dolphin Mini terá 4,205 m de comprimento. A Auto+ complementa as dimensões: 1,81 m de largura e 1,57 m de altura, com entre-eixos ampliado de 2,50 m para 2,65 m — exatamente a mesma medida do rival Geely EX2, concorrente direto no mercado chinês. Esse ganho de tamanho explica diretamente a chegada do quinto lugar.

A mudança de arquitetura é uma das mais significativas da nova geração. Segundo o Notícias Automotivas, o modelo abandona a tração dianteira e passa a adotar tração traseira — uma inversão que altera diretamente o comportamento dinâmico do carro e libera espaço na parte frontal para a inclusão de um bagageiro dianteiro. A Auto+ detalha que esse frunk tem capacidade de 94 litros sob o capô, ampliando a versatilidade do veículo no dia a dia. A mesma fonte observa ainda que o novo Dolphin Mini adota volante de dois raios e manopla de câmbio posicionada atrás do volante — soluções que também aparecem no Geely EX2.

Na parte dinâmica, a Auto+ aponta outra evolução relevante: a suspensão traseira trocou o antigo eixo de torção por um esquema independente multilink — principal alvo de críticas no modelo atual —, e os pneus passaram para a medida 205/60, contra os 175/55 do modelo atual, mudanças que devem refletir em conforto e estabilidade.

No quesito desempenho, o Motor1 Brasil aponta que a nova geração contará com motor de 127 cv, enquanto a Auto+ registra duas variantes: uma com 115 cv e autonomia de 320 km e outra com 130 cv e autonomia de 420 km — um salto expressivo em relação aos 75 cv do Dolphin Mini vendido atualmente no Brasil. Para abastecer esse conjunto, serão oferecidas duas opções de bateria: 30 kWh e 39,2 kWh, segundo a Auto+, com autonomia medida pelo ciclo chinês CLTC. A mesma fonte destaca ainda que o sistema de recarga rápida promete recuperar de 10% a 97% da carga em apenas nove minutos.

O interior também reserva surpresas pouco comuns no segmento. O Notícias Automotivas revela que o banco do motorista contará com função de massagem — recurso que raramente aparece em elétricos de entrada. A Auto+ acrescenta que os passageiros traseiros ganham saída de ar-condicionado ajustável e um compartimento de armazenamento oculto sob a segunda fileira de assentos, reforçando a intenção da BYD de reposicionar o Dolphin Mini como uma opção mais completa dentro da sua linha acessível. Ainda no interior, a fonte nota melhora nítida no acabamento, com mais seções revestidas com material macio — embora plásticos duros ainda apareçam em algumas áreas, algo esperado para um carro que, na China, partirá de 85 mil yuans, o equivalente a cerca de R$ 63 mil segundo a Auto+.

Outra novidade revelada pelos rascunhos, segundo o Motor1 Brasil, é a presença de um sensor LiDAR no teto — equipamento associado a sistemas avançados de assistência à direção. A Auto+ confirma o detalhe e indica que ele sinaliza a presença de um pacote ADAS de nível 2 ou superior. No visual, a mesma fonte aponta faróis mais afilados, para-choques redesenhados e lanternas traseiras separadas.

As vendas na China já foram iniciadas, segundo a Auto+. A mesma fonte informa que as duas gerações do Dolphin Mini devem conviver no mercado chinês simultaneamente, e que o Brasil terá de aguardar pelo modelo até o ano que vem. Ainda não há confirmação oficial sobre datas ou condições de chegada ao mercado brasileiro.

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