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BYD Dolphin Mini 2ª geração abandona painel tradicional e ganha banco com massagem e compartimento secreto

Interior revelado traz tela dividida que substitui o cluster convencional, banco do motorista com função massagem e dois compartimentos ocultos sob os bancos traseiros; modelo cresce 43 cm e ganha motor no eixo traseiro

Atualizada em 5 de outubro de 2026 às 09:14· 3 fontes· 91 leituras
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DESIGN & TECNOLOGIA

Painel de instrumentos some no novo Dolphin Mini

Segunda geração do hatch elétrico da BYD aposta em tela central única — sem cluster atrás do volante.

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O BYD Dolphin Mini chega à sua segunda geração com uma mudança radical na cabine: segundo a Motor1 Brasil, o novo interior abandona completamente o painel de instrumentos tradicional, adotando a tela central como único elemento de interface digital para o motorista — solução que lembra o caminho trilhado pela Tesla em modelos como o Model 3.

A Quatro Rodas, porém, detalha que a solução adotada não é exatamente uma tela única sem divisão: o display central flutuante opera com layout 3/7, em que a faixa da esquerda funciona como quadro de instrumentos virtual e a da direita é dedicada ao entretenimento. A Auto+ reforça que a ausência do cluster físico atrás do volante é uma das apostas mais ousadas da BYD para modernizar o visual interno do modelo e que o multimídia assume posição fixa, perdendo a função giratória da geração anterior, enquanto o console central foi redesenhado em dois níveis com carregador de smartphone por indução. O seletor de marchas migrou para a coluna de direção, liberando espaço útil no console.

A Motor1 Brasil destaca que a concentração de informações em um único display ainda gera debate entre os consumidores: enquanto alguns elogiam a limpeza visual do painel, outros sentem falta de ter velocidade e autonomia diretamente à frente dos olhos, sem precisar desviar o olhar para o centro do console.

Além da tela, a Quatro Rodas aponta diferenciais que elevam o nível de conforto do modelo: o banco do motorista recebeu função massagem, item normalmente reservado a veículos de segmentos superiores. Sob os bancos da segunda fileira, há dois compartimentos secretos de armazenamento — solução discreta para guardar pertences. Os passageiros traseiros também contam com saída de ar ajustável, segundo informações que a publicação atribui ao site Car News China.

Muito maior e com tração traseira

As mudanças vão muito além da tela. Segundo a Auto+, as imagens foram registradas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), com apresentação oficial prevista para as próximas semanas. A Quatro Rodas confirma as dimensões finais: 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura, ante os 3,78 m, 1,71 m e 1,58 m do modelo vendido atualmente no Brasil — crescimento de 43 cm no comprimento. A distância entre-eixos avançou de 2,50 m para 2,65 m, medida que a Auto+ aponta como equivalente à do Geely EX2, atual líder de vendas na China, e superior aos 2,56 m do Jeep Renegade.

A maior transformação técnica está no reposicionamento do powertrain: ao instalar o motor elétrico no eixo traseiro, a BYD liberou espaço na dianteira para um compartimento de bagagens frontal. A Quatro Rodas informa que o frunk tem capacidade declarada de 94 litros — volume possibilitado justamente pela realocação do motor. A publicação acrescenta ainda que, com os bancos traseiros rebatidos, o espaço de carga chega a 1.380 litros, embora a medida do porta-malas convencional ainda não tenha sido divulgada pela marca. Junto com a mudança do powertrain, a BYD substituiu o eixo de torção traseiro por suspensão independente multilink, solução que eleva a dirigibilidade, e adotou pneus 205/60 R16 — dimensão consideravelmente maior que os 175/55 R16 atuais, conforme a Quatro Rodas.

O novo propulsor entrega 129 cv — ante os 75 cv do modelo atual e os 116 cv do rival da Geely —, e eleva a velocidade máxima de 130 km/h para 150 km/h, de acordo com a Auto+. A Quatro Rodas revela que haverá duas opções de bateria, de 30 kWh e 39,2 kWh, capazes de oferecer entre 320 e 420 km de autonomia pelo ciclo CLTC. A publicação ainda menciona, com base no Car News China, a possibilidade de carregamento rápido capaz de levar a bateria de 10% a 97% em apenas nove minutos. A Auto+ informa que o novo pacote utilizará a tecnologia Blade, prometendo maior capacidade energética.

No exterior, a Auto+ descreve para-choques redesenhados, vincos mais pronunciados nas laterais e faróis maiores. A Quatro Rodas complementa que os faróis ficaram mais afilados e que a principal diferença na traseira é o abandono das lanternas interligadas. A publicação também chama atenção para a presença de um LiDAR sobre o teto, indicativo de pacote ADAS com nível dois ou superior.

Estratégia para o Brasil

Apesar de toda a transformação, a nova geração não aposentará o Dolphin Mini já vendido no mercado brasileiro. Segundo a Autoesporte, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, confirmou que a novidade deve desembarcar no país provavelmente no final do próximo ano, convivendo diretamente com a versão atual e atuando como um degrau intermediário posicionado logo abaixo do Dolphin GS.

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